sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O possuido


È a vida continuava ali no condomido, os adultos trabalhando as crianças se divertindo e outras ouvindo estorias da familia caipira. Alguns pais ja reclamavam com o sindico para ele proibir os filhos dos caipiras de contarem aquelas estorias, porque seus filhos ja estavam ficando assustados e tinham pesadelos a noite, outros riam porque eram ouvintes dessas estorias e levavam seus filhos para ouvi-las Sendo assim tudo terminava em grande empate.
Naquele dia a estoria contado pelo irmao do meio começou assim.
Estavam desbravando uma cidade nas maragens de um rio do no interior do estado, o passatempo preferido dos peoes que ali estavam era tomar uma pinguinha no fim da tarde ao som da sanfona do velho Adao e jogar conversa fora em um carteado, a cidade mais proxima ficava longe, longe, muitas leguas precisavam de um cavalo para ir la porque a pé demoraria quase um dia inteiro, portanto nao saiam mesmo , eram homens de varios lugares do pais, do rio grande aos confundos do amazonas, baianos, mineiros, catarinenses, eram varios de todos os sotaques e crenças desse brasilzão. O padre ia uma vez por mes, rezar a missa assim como ia o pastor pregar a palavra tambem, todos por respeito participavam tanto da missa como da pregaçao, mas depois nao deixavam de batizar o santo, como diziam ao som da sanfona do Adao.
Sempre havia novos braços chegando por ali e um dia desses, um dia que haveria uma missa, chegou um caminhao com varios homens, isso era normal por ali, tanto que nem havia mais festa para quem chegava, e tao pouco para quem partia, alguns nao partiam, eram enterrados por ali mesmo, vitima de malaria ou outra doença da floresta tropical, alguns morriam de velhice mesmo e outros por acidentes, como foi com o Tio Olavo que teve uma parte de seu corpo amassado por uma grande arvore que foi derrubada sem haviso.
Bem nesse dia, mais um caminhao com varios homens, entre eles um tipo diferente dos que li estavam, esse era muito branco, pele quase rosa, que lhe valeu o apelido de "leite", em seus olhos nao havia expressoes nenhuma, apenas olhava como nao visse ninguem, na hora da missa, ele foi o unico que nao foi, pediu pra dormir em uma cabana sozinho aquela noite queria se acostumar as noites no meio do mato, porque estava vindo de uma cidade grande, assim foi feito mas o capataz o avisou que seria apenas aquela noite e nada mais depois seria igual a todos que estavam ali.
O dia se passou, todos voltavam para suas cabanas, alguns ja iam direto ao rio para tomar um banho, outros primeiro tomavam a pinguinha para depois se banhar enquanto outros apenas se banhavam no sabado, o novato, conhecido como leite, foi o ultimo a chegar no dorminotorio, muitos ja estavam quase cochilando e a sanfona de Adão se silenciava.
No dia seguinte tudo se repetia, alguns falava que o "leite" era meio lento mesmo, demorava para aprender e que durante o dia, quem trabalhava com ele, dizia que ele sempre estava cantarolando algo enrolado que ninguem compreendia.
Mas um dia desses, depois da missa a qual ele nao foi, todos foram, para o terreiro e "leite saio de sua barraca e foi para o terreiro junto de seus amigos, ouvir a sanfona do Adão e tomar a pinguinha, mas logo notaram que ele nao estava bem, havia algo de errado em sua fisionomia. No outro dia seria domingo nao iriam trabalhar e a festa foi até mais tarde, todos sem exceçao, ficaram ali bebendo e cantarolando, os gauchos queriam dançar suas chulas, mas os cariocas queriam um samba esperto o pessoal do mato grosso, pedia um vanerão e os baianos pediam um ragge, mas tudo que era tocado por Adão era bem quisto por todos e a festa varava a noite, sendo que at´o padre ficou pra se alegrar com os braçais.
Altas horas se escutou um hurro, algo arrepiante, nao se sabia de onde vinha mas se sabia que alguem nao estava bem, todos correram para ver oque estava acontecendo, e viram o "leite" correndo feito louco sem direçao e se agarrando a um tronco de arvore, mordendo e rasgando com os dentes, logo em seguida, cravava as unhas nas lascas do tronco,sangue por todos os lados, na boca nas maos e até nos olhos, o padre devido a toda sua gordura de anos de assados e vinhos nas casas das beatas foi o ultimo a chegar, mas logo imendou uma landainha que foi acalmando o leite, logo ele ja estava desmaiado no chao e foi socorrido pelos colegas, que o levaram a sua cabana, e fizeram os curativos em seus machucados e o deixaram dormindo.
Na manha seguinte, ele se levantou pegou seu machado e foi ao meio do mato como se nada estivesse acontecido na noite anterior, cortou algumas arvores e voltou ao acampamento, os amigos que ficaram dormindo até mais tarde so notaram quando ele voltou e ficaram admirados porque ele nao se lembrava de nada, estavam todos ali em pé olhando para ele, quando um resolveu perguntar o que havia contecido com ele, e como se nada houvesse ali, ele nao respondeu entrou na mata novamente e nunca mais foi visto.

Essa estoria acabou por aqui e todos foram saindo, mas algumas crianças ainda aproveitando a luz do sol, que se punha foram para os brinquedos do play e ali ficaram junto com o irmao do meio dos caipiras, ficaram algumas horas a mais ali nos brinquedos até que as luzes dos postes foram se acendendo e ficando mais escuro as maes ja gritavam das janelas pelos nomes dos filhos e eles iam subindo um a mim para se preparar para o jantar.
Os ultimos ainda passaram no bebedouro para se limpar e beber agua, quando saiam, foram atacados por algo meio estranho, um fantasma, isso mesmo, um fantasma, mas nao correram assustados, foram até um canto onde havia varios pedaços de madeira no chao e atacaram o fantasma, o fizeram correr soltando gritos de dor pela garagem do predio, e um rastro de sangue e até um dente pelo chão e cairam todos na risada juntos sentados ali mesmo no chao, agora eles tinham uma estoria de fantasma para contar.
Na manha do dia seguinte se encontraram como sempre para ir a escola, alguns desciam pelo elevador outros, ja estavam na entrada do predio esperando a vam e como sempre o irmao do meio dos caipiras se atrasava, tambem enquanto a mae nao tirava o pao da mesa ele nao saia. No elevador ele se encontrou com mais dois amigos tambem atrasados e um homem, com algumas bandagens pelo corpo, olho roxo e escoriaçoes, entao um deles diz, voces viram só ontem, madamos ver naquele fantasma e riam muito, um outro dizia, Agora ele nunca mais vai se meter a besta com agente, e o irmao falou até o lenços dele nos amarramos agora ele nao voa mais. O homem que estava ali dentro do elevador queria descer a mao neles mas nada podia fazer, porque afinal que culpa os meninos tinham de nao ter medo de fantasma.

by choko

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A vingança das bonecas


Lendas V

Dona Margarida, mae de cinco filhos sendo que quatro meninas e apenas o mais velho menino, trabalhava na roça com o pai enquanto as meninas ajudavam em casa, nos serviços do lar, todas com a idade proxima entre doze e oito anos, praticamente uma filha por ano e ainda desejava mais alguns filhos. A mais velha se chamava Natalina, porque nasceu proximo ao natal a segunda Luzia, a terceira elizabeth e a quarta Dalva.
Familia unida, uma sempre ajudando a outra, sem brigas sem confusoes, de manha iam para a escola da roça, chegando em casa cada uma pegava algo para fazer, Elizabete que gostava de ser chamada de bete, adora costurar, sempre estava as voltas com as roupas do pai e do irmao, que rasgavam devido ao trabalho na roça e aproveitava para fazer roupas para suas bonecas feitas de espiga de milho, aprendeu a fazer as bonecas com a vó barbina, que nao era sua avó de sangue, mas era a senhora mais velha do vale e todos as chamavam de vó ela simnplesmete transformava espigas de milhos em lindas bonecas e bete que possuia uma destreza sem fim com agulha, panos e linhas, lhe deixavam mais lindas ainda.
Uma tarde Bete e Dalva foram a casa de vó barbina, e ouviram a seguinte estoria dela:

Tenham cuidado com o que voces pensam e falam quando estao costurando as roupas ou entao, fazendo as bonequinhas de sabugo, porque seus pensamentos e sentimentos podem passar para elas, pensem apenas coisas boas quando estiverem com elas em suas maos, porque lá pelo lado do chapadao das almas, havia uma familia que judiava se suas filhas, o pai maltratava suas filhas e a mae nao as defendia a unica coisa que elas faziam que as deixavam felizes eram as bonecas que brincavam, mas com o tempo as bonecas foram se quebrando se desfazendo sem dinheiro para comprarem bonecas novas, na cidade a mae as ensinou a fazer bonecas com espigas de milho, mas o pai estava ficando cada dia mais violento com as filhas, os maltratos aumentado a cada dia, surras e castigos, deixam as meninas horas e horas em pé ao lado da casa apenas por maldade, outra vez espetaram agulhas embaixo das unhas dos pés de uma delas, as maldades com as irmas nao paravam um ida sequer. Certa manha estavam elas sentadas sob a sombra da mangueira no quintal o pai chegou pegou a filha do meio pelos cabelos e a levou para a raça de milho a amarrou e a deixou ali o dia todo sob o sol sem que pudesse tomar agua e se alimentar, isso dispertou a ira de suas outras irmas que enquanto fabricavam suas bonecas desejavam que o pai morresse de uma maneira cruel, a raiva que sentiam era tanta que enfiavam as agulhas nos dedos enao sentiam, cortavam as maos com as tesouras e nao via que o sangue se misturava ao tecido e na espiga.
Ao entardecer o pai trouxe a irma para casa, com fome, sede e cansada, queimada pelo sol e desolada, durante o jantar nada se falava, nao se olhavam o silencio reinava no ambiente, era noite de lua cheia a luz so luar entrava pela janela e iluminava a casa toda. Apenas um lampiao para iluminar toda a casa e ficava pendurado no teto bem no meio da sala fazendo sombra nos pregos que saltavam da parede de madeira velha da casa quase caida, alguns desses pregos serviam para pendurar as velhas e as novas bonecas feitas pelas irmas, inclusive as que foram feitas naquele dia. Todos foram se deitar e apenas o velho pai ficou na sala pitando e olhando para a porta entreaberta a escuridao que entrava pela casa.

Não se ouvia som algum pela casa, nem o ronco costumeiro do pai se ouvia, mas isso nao incomodava a ninguem da casa era até um aliviu terem que dormir assim e silencio.e foi o que aconteceu.
Na manha seguinte se levantaram e se prepararam para irem a escola da roça viram o pai sentado na cadeira na sala de frente com a porta, sem mexer um musculo sequer, estranharam, porque naquele horario ele ja deveria estar na roça, mas nao se importaram foram a cozinha para tomar o cafe que a mae deveria ter deixado pronto em no bule em cima do fogao a lenha e as broas de minho, mas nada estava como antes, uma delas foi ate o quarto e viu que a mae ainda dormia e foi acora-la, mas a mae nao se mexeu, correu até a sala a mexeu com o pai que tambem nao se mexeu e entao viu que as bonecas nao estavam na parede como haviam deixado algumas estavam no colo do pai cheias de sangue e outras proximo ao corpo da mae.
As bonecas haviam feito a vingança das filhas.

Escutaram essa estoria de vó barbina e foram para casa e depois daquele dia, apenas confeccionavam as bonecas pensando em coisas boas e sempre desejando a felicidade entre a familia.

by choko





domingo, 15 de agosto de 2010

todas as oraçoes conhecidas


lendas lV

Pois bem, mais uma tarde no play, a plateia aumentando, e nossos contadores de estorias continuavam ali, sem tremer um segundo, e prontos para mais uma tarde de arrepiar. todos acomodados e a irma mais velha sob o olhar atento da mais nova começou a falar.
Um jovem rapaz, namorava uma linda moça la no final da estrada do bairro noite negra, todos os dias ele fazia o tajeto e aproximadamente cinco quilometros pela estradinha de chão, algumas noites escura que nao se via nada a um dedo a frente do nariz em outras noites tao claras como o dia pois a lua refletia o brilho do sol e deixava tudo claro. Esse jovem, homem nao gostava muito de ouvir falar em Deus, sua avó sempre fazia algumas oraçoes antes de dormir, mas ele nunca prestava atençao ou vingia nao ouvir as oraçoes, mas ficava por ali, bem voltando a falar do namoro desse jovem, e la ia ele pela estrada sempre deserta naquele horario em que passava por ali, carregava consigo um lampiao para iluminar as noites escuras.
Certa vez, começou a correr pela vizinhança que um carroceiro fantasma, estava rondando a regiao, para levar algumas almas de pessoas incredulas, e que alguns ja haviam vistado o carroçao na estrada da noite negra, era grande e brilhante com o condutor um homem negro, com mais de dois metros de altura, com a voz tao potente quanto a um trovao, e que nunca sorria.
Aquele homem, nao acreditava nessa estoria, dava de ombros para esses fatos nao acredidatava em Deus mas tambem nao acreditava no Diabo, quando ouvia aquelas estoirias dava com os ombros e caia na risada. E assim foi por meses, algumas pessoas começaram morrer precoçemente por aquelas bandas, saiam a noite e eram encontradas mortas na estrada e assim foi por alguns meses, mas aquele homem ainda incredulo dizia que tudo era obra do acaso, que essas estorias eram falcatruas para alguem lucrar com alguma coisa. Todos os dias ele caminhava para casa de sua amada namorada sem problemas algum até que........
......... a noite estava escura, muito escura mesmo, as arvores balançavam com o vento noturno e ele retornava com seu lampiao acesso, até que o vento foi aumentando e o lampião se apagou, proximo a uma curva ouviu um barulho de carro de boi vindo do outro lado da curva e pensou __ quem será que esta carreando uma hora dessa da noite__ mas logo desviou seu pensamento para outras coisas, estava pensando em se casar e precisava construir sua casa rapidamente, e queria contar coma ajuda dos amigos, e estava pensando em quem iria convidar para ajudar na construçao e quem iria convidar para ser padrinho.
Assim que acabou a curva, deu de frente com um carroçao de boi, mas sem a parelha de bois, achou estranho, pois as rodas se moviam e em cima havia um homem muito alto de chapeu na cabeça com as redeas em uma das maos e na outra um chicote. O homem o chamou pelo nome, entao ele respondeu, e indagou, como aquele homem sabia seu nome, sendo que nunca haviam se visto antes, e sua resposta em veio em forma de gargalhada que quase o deixou surdo, nesse instante se lembrou do caso do carroceiro, o terror tomou conta de seu rosto e de suas entranhas, começou a sentir dores pelo corpo vindas de todos os lados. O homem do alto da corroça disse a ele __ Saiba que vc tem uma chance de sobreviver, faça uma oraçao caso eu nao a conheça voce sobrevivera, mas saiba que eu conheço todas as oraçoes existentes.
Entao ele se pós a orar sem parar, assim que terminava o carroceiro o olhava e dizia que nao era valida que ele lhe daria mais uma chance. Mais uma, e a mesma resposta e mais uma e nada, foram muitas oraçoes, mas o carroceiro nao se convencia e lhe deu a ultima e derradeira chance e la se pós ele de joelhos e sem mesmo terminar ao outro homem de cima da corroça disse __ Essa eu conheço e agora voce vai comigo.
Suas pernas tremiam, o suor saia de todos so poros de seu corpo seus olhos apenas viam uma luz branca e la no meio dessa luz avistou sua avó e entao começou a fazer a oraçao que ela teimosamente tentou por anos ensinar a ele.
Quando terminou a oraçao abriu os olhos o sol ja estava brilhando acima de sua cabeça e na sua frente nao havia nem sinal da corroça de boi. Correu para sua casa, onde abraçou sua avó que estava em pé na cozinha preparando o café, e pediu a ela para irem orar juntos no oratorio da familia e se prometeu que apartir daquele dia, iria orar com a avó e com os irmaos todos os dias e que mesmo depois de casado iria continuar orando com sua esposa e filhos.

by choko

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lendas III


Assombração.

Mais uma tarde no play, garotada reunida, alguns pais por perto jà que a fama de contadores de estòrias estava enorme e muitos adultos se aproximavam para ouvi-las. E começou assim:
Estavam trabalhando na lavoura da fazendo e todos os dias a rotina era a mesma, de manha cedinho saiam, para a lavoura ficavam fora o dia todo na colheita do café, nao voltavam para a casa até que o sol se punha, homens, mulheres algumas crianças, e cantavam, musicas alegres até o patrão cantava junto com eles, o patrao era visto como um deles. E isso os deixavam contentes viam o patrão como um deles, mas sempre eram avisados, não descem alem da curva do ribeirão as coisas por lá nao sao boas. MAs sempre tem um mais curioso que outro, querendo saber porque nao podia ir até a curva do ribeirão. mas sozinho ninguem tinha coragem.
A noite quando voltavam para suas casas, reuniam-se nos alpendres para conversar com os familiares que nao foram para a lavoura os mais velhos que nao tinham mais forças ou as crianças que foram para a escola. E havia mais cantoria agora com acompanhamento de violoes, palmas, chucalhos e berinbau, outros desciam para praça onde praticam capoeira mas sempre havia alguem comentava sobre a assombraçao do ribeirão, alguns diziam que era um peixe grande, muito grande que quando saia para fora da agua para respirar, assustava quem estava por perto de tao grande que era, outros diziam que era uma cobra enorme que comia o gado que se aproxima para beber a agua limpida e pura e que atacava homens tambem, mas na verdade todos tinham medo e receio de ali por os pés.
Chegou fim de semana, cada um fazia o que gostava, jogavam futebol, caçavam no mato, ficavam em casa ou iam pescar, falando em pescar, havia um jovem de nome Dico, adora pescar e sempre trazia grandes peixes para casa, e todos os sabados passava as manhas no ribeirao com suas varas de pesca. Ali ele se deitava nas sombras da frondosas arvores e retirava seus belos peixes, sempre no mesmo local, diziam que ele conversava com os peixes que passavam por ali. Conforme o tempo foi passando os peixes foram ficando escassos onde Dico, gostava de pescar, e a cada fim de semana ele se aproximava mais e mais da curva do ribeirão, mas a lenda da assombraçao que existia ali nao mexei com ele.
Naquele sabado ele ficou por horas sem pegar um peixinho sequer, sem que sua isca sequer saisse do anzol, ele decidiu descer mais um pouco, e la foi ele, varinhas nas maos, e nada, os peixes olhavam para a isca e iam embora, e entao ele foi descendo e descendo quando notou havia passado da curva onde diziam ter assombraçao e ficou ali sentado, depois deitado e pegou no sono. Dormiu, tadinho,depois de algumas horas de dormindo, sentiu algo lhe tocando o corpo parecia uma mao humana, abriu os olhos mas nao viu nada. Olhou assustado para os lados, mas pensou, Foi apenas o vento me tocando, se levantou e vou ver se havia algum peixe em suas varas, ficou assustado ao ver que nao havia nenhuma vara mais nos lugares onde as deixou. Imaginou que algum amigo havia pego suas varas e riu sozinho, imaginando, esse povo quer me colocar medo, como sempre fazia todos os fins de semana levou consigo uma rede, foi até seu emborna e pegou sua pequena rede, jogou na agua e deixou por alguns minutos e começou a puxar. Mais uma surpresa, nao veio peixe algum, e a rede estava toda rasgada. Assim que notou a rede rasgada, ouviu risada vindo de traz ele se virou mas nao viu nada, deixou tudo no chao e escutou passos e mais risadas, foi andando mais para dentro do mato e nao encontrava ninguem, e assim foi andando cada vez mais seguindo o som do riso, hora era parecido com o do Adaozinho, hora parecido com o Zé, hora com o Luiz entao ele começou a gritar, pensando ser obra de seus amigos _ vamos parar com essa brincadeira que esta ficando chato_ e foi se aprofundando cada vez mais na mata.
Chegou a um local onde havia um enorme tronco de arvore seco bem no meio da floresta, em volta estava tudo verde,mas apenas quele tronco seco e sem vida ao avistar ele olhou para o tronco e olhou para traz, ouvia o barulho do ribeirao, mas nao o via mais, virou-se e começou a andar na direção do rio, nesse instante ouviu novamente os risos e os passos, parecia que estavam todos correndo e dançando ao redor daquele imenso tronco seco, mas ele nao via ninguem apenas ouvia seus passos e suas vozes, Dico, disparou em uma grande carreira em direçao ao ribeirao, queria apenas voltar para sua casa, e novamente sentiu uma mao tocando seu ombro, e de tanto medo que sentia caiu.
Apenas no domingo encontram Dico, deitado proximo a curva do ribeirao, com as roupas todas rasgadas, e todo encolhido como se estivesse dentro do utero de sua mae.
A se recuperar do susto contou a todos o que havia acontecido e o patrao lhe disse _havisei para nao desceram na curva do rio que coisas estranhas acontecem ali, mas voces nao me ouvem.
Depois daquele dia ninhem mais se atreveu a descer na curva e tao pouco a pescar no ribeirão novamente.
Ao terminar essa estoria como sempre, alguns se levantam e seguem para suas casas, outros vao brincar, alguns ficam paradinhos nao se mechem e nem respiram de tanto medo e alguns saem rindo dizendo que estoria foi boba demais muito fraquinha que nao bota medo em ninguem e que esperam que a proxima possa ser mais emocionante.
E assim termina mais uma tarde no play.
by choko

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A mula sem cabeça


A LENDA II

A família já estava conhecidíssima no condomínio, embora os pais fossem muito reservados os filhos faziam a fama ir longe, romper fronteiras, tanto que até as crianças dos condomínios vizinhos já vinham pra ali escutar as estórias e lendas sobre fantasmas monstros e assombrações contadas por eles, que entre uma travessura e outra deixam todos com medo.
Outro dia foi a vez do irmão do meio o único filho homem desenvolver uma estória e foi algo assim:
Em uma cidade pouco populosa, havia uma mulher bela, sua beleza era algo incompreensível, seus cabelos negros como a noite e longos como uma cachoeira, seus olhos negros como a jabuticaba, sua pele macia como a folha de um pé de figo, seu perfume doce como jasmim, e sua pele alva como uma pétala de rosa. Por onde passava conquistava admiradores, mas existia algo intrigante em sua personalidade, porque uma mulher tão bela quanto ela nunca se casou?
Essa indagação ficava no imaginário de todos os homens e algumas mulheres todos curiosos para saber por que uma pessoa tão bela vivia sozinha sem amigos. O tempo passava pára todos na cidade, mas ela continuava com sua beleza sem igual sem envelhecer. Até que um dia depois de anos vivendo sozinha ela resolveu namorar e enfim se casou.
Na primeira semana de seu casamento tudo estava indo muito bem, até que seu marido encontrou fotos antigas da esposa em companhia de uma belo padre, um rapaz a quem ela disse ser seu amigo de outra cidade, de outro local muito distante dali. Ele ficou perplexo porque ela nunca falará nesse rapaz e em seu casamento sequer a família dela havia aparecido e a vida continuava ali naquela cidadezinha no interior de Minas Gerais.
Uma noite dessas o rapaz se levantou e notou a ausência de sua esposa na cama, não se perturbou com isso imaginou ele que ela deveria estar no banheiro ou foi a cozinha tomar água e voltou a dormir.
Algumas noite depois o fato aconteceu novamente e mais uma vez ele imaginou o mesmo nem sequer olhou para o lado apenas notou que o corpo dela não estava na cama.
Alguns dias depois começaram a surgir boatos pela cidadezinha que foi visto uma alma penada pela cidade, era uma criatura horrível de se ver, tinha a forma de uma “mula”, mas não havia cabeça. No lugar da cabeça havia labaredas de fogo e era muito rápido o seu galopar, em segundos percorria quase sem metros, os poucos que haviam avistado ficaram em estado de choque, os animais que a viram não cantam mais, não cocoricam nem servem mais leite. Era esse o comentário da cidadezinha.
Em um dia de folga aproveitando a ausência de sua esposa o rapaz resolve fazer uma grande limpeza pela casa e encontrou fotos de sua mulher com o tal padre, ao para responder quem era o sujeito ela dizia que era um amigo de outras épocas, mas a anos não o via mais, restaram apenas as fotos.
E mais uma noite a mulher sumiu de seu leito, deixando o marido sozinho ali. Quase dois anos de casamento e a lenda da tal mula sem cabeça, apavorada a população do local, nos sítios e fazendas da região todos colocam os animais para dentro do curral ao anoitecer e deixavam lamparinas acessas a noite toda, não se viam mais tantas pessoas andando pelas ruas durante a noite, faziam tudo que podiam durante o dia os bate papos das comadres no inicio da noite depois da voz do Brasil no radio havia acabado mesmo, quando ouviam barulhos de casco de cavalos pelos calçamentos todos entravam em desespero dentro de suas casas, alguns corajosos se organizaram em um grupo de busca,mas na verdade ficavam tomando cachaça atrás da tuia do nho nanau.
Uma noite dessas ao se deitar o marido perguntou a esposa se ela não conseguia dormir toda a noite, porque havia notado que ela saira da cama algumas noites, ela apenas sorriu e disse que ele estava tendo alucinações. Também perguntou sobre as fotos mais uma vez e ela mandou que ele fosse dormir.
Conforme o tempo passava o tal boato da mula sem cabeça foi crescendo e outras pessoas de cidades vizinhas vinham ali para tentar ver algo, grupos de jovens acampavam nos pastos ao redor da cidade e cantavam em volta de fogueiras a noite toda, pessoas que se diziam cientistas de outras regiões do Brasil apareciam para questionar os moradores, durante um longo tempo nada aconteceu na cidade.
Um dia qualquer um jovem apareceu na cidade vendendo algumas coisas, ficou sabendo da historia da mula e começou a falar tudo que sabia, dentro de um boteco onde parou para tomar uma pinguinha e comer um pão de milho, disse ele que em uma cidade mais ao norte dali uma mulher havia seduzido um jovem padre e dormido com ele e como castigo por esse ato ela não deveria mais se casar e se um dia ela se casasse nas notes de quinta para sexta feira, ela não dormiria mais e deixaria sua cabeça no colchão ao lado de seu marido, se corpo teria forma de uma egua ou mula e no lugar de sua cabeça sairiam línguas de fogo. O riso foi geral dentro do boteco do seu lalau, ninguém levou a serio o que o jovem vendedor contou.
As semanas foram se passando alguns hábitos da cidade foram voltando ao normal as conversas nas calçadas ao anoitecer, a velha roda de viola na praça da igreja as crianças brincando de pega pega na rua, os jovens não vinham mais de outra cidade para acampar e os que se diziam cientistas não faziam mais perguntas, nem os jornalistas apareciam mais. E a tal mula, vez ou outra se escutava dizer que ela havia sido vista La pelos morros perto da mata, mas nada de concreto, nenhum animal mudava seu comportamento.
Inicio da semana de quaresma a religiosidade das pessoas afloram mais nessa época todos vão a igreja o marido de arruma e convida a mulher para irem na missa de cinzas, ela que passou o dia todo dentro de casa, se recusa diz não estar se sentindo bem e que pode ser gravidez, o marido então fica feliz afinal depois de três anos de casamento iria ser pai. Ele foi a missa sozinho, ao terminar ficou Ali na praça conversando com amigos, e alguém tocou no assunto da mula sem cabeça, riram muito do fato alguns imaginava ser algum garoto brincando, fazendo arte, varias opiniões rolaram na roda de conversa, até que alguém se lembrou do fato narrado no boteco do lalau, então riram mais ainda imagina que uma maldição dessa possa existir!
Indo para casa o marido pensa nas coisas que lhe contaram sobre a mula quando se vê esta em frente a sua casa, entra sorrateiramente para não acordar a esposa que já estava dormindo entra pelo quarto e se mete debaixo dos cobertores para mais uma noite tranqüila de sono.
Acorda no meio da noite e sente a ausência de se sua mulher mais uma vez, abre os olhos e a vê sorrindo para ele, que estranho pensa para si mesmo e cai no sono mais uma vez, no outro dia no trabalho na lavoura de cana de açúcar todos comentavam, mais uma vez foi visto La pelos pastos da fazenda vermelha de longe se avistava correndo a tal mula sem cabeça, atiraram nela mas não acertaram ela era muito rápida e ágil, não conseguiram conte-la.
O marido chegou a casa e comentou com a esposa os fatos do dia ela disse apenas que as pessoas dessa cidade tem a imaginação fértil que de onde ela vem não existem essas coisas, que lá no norte do estado as pessoas não inventam essas estórias.
Mais uma vez foi o comentário da semana.
Na semana seguinte mais uma aparição da mula, dessa vez Foi pertinho da cidade mesmo, quase dentro dos limites.
Mais uma vez a turma se reuniu atrás da tuia do nho nanau, e eles foram os escolhidos, foram eles quem viram a tal mula. Correram para todos os lados, dizem que tem gente correndo até hoje por ai.
Depois desse fato narrado na cidade, até o exercito apareceu pra fazer a segurança turistas de pesquisadores voltaram a freqüentar a cidade novamente e saiu até no jornal nacional. A cidade ficou famosa com a tal mula sem cabeça. Equipes de reportagens de outros países vieram para tentar filmar algo, mas mula era mais esperta, quando a esperavam em um local ela aparecia em outro e todos corriam para La e de La ela ia para outro, assim cada dia seu aparecimento era em pontos diferentes.
Certa noite o marido se levantou para ir ao banheiro e viu a mulher sorrindo para ele, saiu da cama, e ao voltar notou algo estranho na cama o ele via a mulher, ou seja, a cabeça dela, mas não via o corpo, apalpou a cama toda pensou estar sonhando, mas que nada era tudo real, então se deitou e fingiu estar dormindo, aguardando a mulher voltar viu quando ela se voltou, e entrou no banheiro e mesmo sem a cabeça tomou um banho, entrou no quarto e se deitou ajeitando a cabeça ao seu corpo, e dormiu.
No dia seguinte o marido estava apavorado ficou o dia todo pensando que havia se casado com a mula sem cabeça, as fotos do padre era ele, o padre que ela seduziu e dormiu, seus familiares não a visitavam porque sabiam da maldição e assim como o vendedor havia falado ela também confirmava que havia morado no norte do estado, enfim chegou a uma conclusão disso tudo, iria aprontar uma peça coma mulher, todas as noites ele fingia que pegava no sono e esperava a mulher sair, mas ela não saia.
Os dias foram passando e nada dela sair, até que na noite de quinta aconteceu, ele ficou na espreita e ela saiu, foi então que ele pegou a cabeça que ficou na cama olhando para cima com um largo sorriso e a virou para baixo. Pegou no sono rapidinho não notou quando ela voltou.
Ele se levantou no horário de sempre, fez suas coisas e saiu para o trabalho e como sempre falavam da aparição da mula, agora foi no centro da cidade onde o exercito e os vigilantes não estavam, e bem perto de sua casa, no meio da manha uns dos funcionários veio correndo a cavalo lhe chamar, avisando que havia um problema em sua casa e que ele teria que ir até lá.
E se encaminhou com a carona de outro funcionário, ao entrar em casa ela caiu na risada ao notar sua arte, sua mulher a mula sem cabeça, havia entrado nos cobertores e não percebeu que a cabeça estava virada, agora ela andava de costas olhando pra frente ou de frente olhando pra traz, e assim se desfez a lenda da mula sem cabeça e nasceu a do curupira.

E assim foi mais um inicio de noite no condominiu com mais uma estoria sobre nossas lendas tupiniquins.

by choko

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lendas


Garotada toda reunida no play, do prédio, todos o fim de tarde a cena se repetia, meninos e meninas juntos alguns nos brinquedos outros correndo e alguns na caixa de areia, já que terra ali era raridade, mas criança é criança em qualquer cidade. A família fazia pouco tempo que acabara de se mudar para a cidade grande, os três filhos do casal acostumados a viverem, soltos o dia todo no interior. A mãe sempre falava _ no interior as coisas andam mais devagar_ e realmente isso acontecia naquela cidade tudo era muito rápido para eles.

As cinco horas tinham que estar em pé, as cinco e meia parados na frente do prédio as seis horas a van os deixam na porta da escola e as seis e meia iniciavam as aulas, meio dia e dez, entravam na van, meio dia e quarenta estavam na porta do prédio as treze horas almoçando, a partir daí a vida corria lentamente como no interior. Mas sem a alegria se correr pelas ruas, sem poderem soltar pipas, subirem nos pés de frutas dos vizinhos e nem esperimentar o delicioso bolo de fubá da vovó ou o caldo de cana do tio Antonio.

O bom disso tudo foi que o pai com pena das crianças havia comprado um video game de ultima geração para os filhos um tal de atari que já vinha com dois controles e mais de duzentos jogos sem precisar comprar cartuchos, mas o chato nisso tudo é que dois controles não era suficientes, eles precisavam de três. Sempre rolava uma briguinha entre eles para ver quem jogaria primeiro.

No decorrer da semana foram fazendo amigos entre os moradores do condomínio, muitos dividiam o espaço na mesma van e estudavam na mesma escola, e criança se aproxima fácil uma da outra mesmo sem ter nada em comum. Sempre que eram interrogados de onde vieram respondiam quase juntos _ do interior_ e issa resposta lhes valeram o apelido de “interior”. E assim ficou conhecida a familia toda no condomínio onde moravam.

E voltamos ao play do prédio, todos brincando gritos de crianças pra lá e pra cá, barulho de carros passando a rua logo ali ao lado do muro, mas La no fundo entre as arvores um grupinho se reuniam com a família “interior” a Irma mais velha então contava a seguinte estória:

Um homem namorava uma linda mulher, do outro lado da serra, todos os dias ele subia a serra do seu lado e descia a serra para ver a sua linda namorada. Certo dia o boato que um lobisomem rondavam as redondezas começou a correr por ali, alguns desacreditavam da estória, outros se precavinham e não saiam de casa depois de uma determinada hora não abriam portas nem janelas com medo do tal lobisomem.

Enquanto ela narrava a estória todos ficavam em silencio e encolhidinhos, chamando a atenção de outras crianças que se aproximavam para ouvir também, logo todos os brinquedos estavam vazios e não havia mais ninguém correndo pelo play, apenas uma grande roda de crianças ouvindo atentamente a estória que seguia.

Uma noite de sexta feira a lua cheia a brilhar no infinito do céu e o mocinho sai de sua casa subindo a serra para ir se encontrar com a sua futura esposa do outro lado da serra. Já no inicio do caminho ele ouve barulhos estranhos vindo do mato e sabia que aquele barulho não era normal, pois ele era grande conhecedor dos sons da natureza, para ele parecia que os animais estavam com medo de alguma coisa, mas não se preocupou assim mesmo continuo seu cominho pela trilha que o levaria até a casa se sua namorada.

Desceu a serra cantarolando para esquecer dos barulhos ouvidos do outro lado e sem se lembrar dos boatos sobre o lobisomem que todos comentavam nas redondesas, Já na casa de sua namorada foi convidado a se sentar na mesa do jantar que estava servido e sem serimonia alguma aceito o convite e foram comer, durante o jantar, o seu futuro sogro o lembrou das lendas e o interrogou se havia visto algo estranho pelo caminho já que era noite de lua cheia e o tal lobo misturado com homem, gosta desse tipo de lua. Ele então se lembrou dos barulhos estranhos mas, achou tudo normal porque na lua cheia os animais ficam mais agitados mesmo, alguns até usam essa lua para seduzir as fêmeas de sua espécie. E assim seguiu o jantar, depois enquanto as mulheres davam um jeito na cozinha os homens foram “pitar” no pé da porta, jogar conversa fora com um gole de café, e novamente alguém tocou no assunto do lobo, e riam muito com varias estórias ouvidas de um e de outro sobre pessoas que se encontraram com a besta fera e se apavoraram. Com isso a noite foi passando e o rapaz já sentindo que o pai da moça queria se deitar foi até a cozinha onde ela estava com sua mãe e mais outra irma e se despediu, e foi seguindo seu caminho serra acima, enrolando um fumo em seu paieiro para pitar pela subida, assim que ele sumiu entre as folhagens da serra o pai de sua namorada fechou as portas apagou o lampião e foi se preparar para se deitar. E o rapazinho subindo a serra despreocupadamente, já no meio da subida ouviu novamente sons estranhos uivos parecidos com cachorros e cada vez mais próximos , olhando para as estrelas, então se deu conta das conversar sobre o lobo e seu coração começo a palpitar mais forte e mais forte e mais forte, já no topo ouviu barulhos vindo a se encontro mas era normal haver gado pastando por ali então aconteceu. Ele deu de encontro com algo grande e peludo na sua frente. Voltou- se e correu como nunca morro abaixo, seguindo a trilha que o levaria a casa de sua namorada, gritava com toda a força de seus pulmões, chamando sem por sua mãe, descendo loucamente serra abaixo vendo somente uma límpida luz no final da trilha. Ao escutar seus gritos se socorro, um dos irmãos de sua namorada se levantou e fui a janela ver, o que acontecia e como a noite estava clara pode ver um homem correndo e algo grande e peludo logo atraz, pegou então a velha espingarda, abriu a porta e se posicionou para atirar, mas a fera estava escondida atrás do homem não poderia atingir a bestafera sem atingir o homem que ela perseguia e os dois se aproximavam da casa, o desespero foi aumentado com isso toda a família estava ao lado de fora da casa.

Enfim reconheceram o homem que corria da fera pelas roupas que usava, a família toda torcia angustiada para que aquela maratona terminasse bem, ele vinha descendo velozmente, o tal lobisomem a quase rasgando sua camisa, o pai então pediu para que todos entrassem em casa, e ficou parado na porta com sua arma na Mao fazendo a mira, esperando hora de atirar mas não conseguiria um tiro perfeito quando notou seu genro já estava a metros e sua casa a fera no seu encalso pronta para lhe pegar, e em um pulo sem igual entraram porta a dentro os dois um agarrado ao outro olhos arregalados de medo e sem fala, enquanto a porta se fechava atraz deles, e ouviam barulhos de unhas se encravando nas paredes de madeira da casa. Aquilo durou por alguns momentos e dentro da casa eles mal respiravam de tanto medo e pavor, não sei por quanto tempo durou aquele martírio, mas naquela noite niguem mais durmiu naquela casa, tanto era o medo que rondava aquelas pessoas.

Dia seguinte já com o sol a pino tomaram coragem e saíram todos e que surpresa ao ver a casa toda arranhada e escavada ao redor de suas fudaçoes, algo parecido com unhas humanas mas um tanto maior e ao mesmo tempo lembrava cachorros mas seria um cachorro enorme algo inexistente na casa. Então todos concordaram que só poderia ser mesmo o lobisomem.

Ao termino dessa narrativa as crianças todas estavam assustadas, quase não piscavam e não se mexiam, e um cão nas redondezas resolveu soltar um latido, foi uma correria total pelo play ,crianças buscando o caminha de suas casas, correndo para elevador de serviço e algumas até chorando de medo mesmo, enquanto os irmãos riam de suas estórias. De suas lendas.


by choko

terça-feira, 20 de julho de 2010

Familia


Nem mesmo em hollywood, aconteceria algo assim, é um fato real? Não sei dizer. Eu presenciei? também não responderei a essa indagação, mas tudo começou assim.
Há a tempo, irei deixar os personagens sem nomes. Derrepente você se identifique com um deles e possa dar seu próprio nome.

Ela se casou muito nova, com dezenove anos e aos vinte já era mãe. Terminou a faculdade mas sem conhecer alguns prazeres da vida, o marido foi seu único homem, logo em seguida ao primeiro filho veio o segundo e o terceiro, quando notou era uma dona de casa com três filhos, feliz? Nem tanto, mas como se casou contra a vontade de seus pais, não poderia demonstrar infelicidade.
Para esquecer dos mals tratos psicológicos a qual seu marido a submetia, dedicou-se a vida religiosa, nem tanto por vocação, mas aqueles momentos que vivia na igreja a fazia esquecer do marido que não suportava, que sempre a deixava sem clima, entre eles, á anos não existia amor, nem carinho, dormiam em camas separadas deste o nascimento do terceiro filho, não saiam juntos a lugar algum, e quando ele estava em casa, era um tormento todas as vezes que ele entrava por uma porta, ela desejava sair pela outra. Para os filhos nessa altura já semi adultos, a vida dos pais era a de uma família normal.
Ela já estava com 45 anos, apesar do sofrimento mantinha uma beleza sem igual, com seus longos cabelos negros e olhos amendoados e 1.75 metros de altura, já ele não conservava a beleza da juventude, a barriga enorme o mal hábito do álcool e os modos nada higiênicos, ainda sim, ela sabia que ela tinha uma amante.
Certo dia, chegou a igreja no horário de sempre, as mesmas pessoas estavam La, procurou um local onde poderia ficar bem acomodada, sem que fosse notada. minutos depois, ouviu uma voz masculina desejando boa noite, levantou o olhar e respondeu. Sentiu algo estranho dentro de si. Durante toda celebração , não consegui se concentrar e não sabia qual era o motivo. Foi para casa com aquele incomodo.
Dia seguinte fez como todo domingo, de manha, se levantou e foi a feira, encontrou com uma amiga e vizinha, contou a ela o que aconteceu na noite passada, a amiga sabia de toda sua situação deste o dia de seu casamento até s dias atuais, a amiga já havia saído de dois casamentos levava uma vida folgada vamos dizer assim, conhecedora dos fatos da vida. Não soube dizer o que estava acontecendo.
Os dias passando, e aquele aperto no peito continuava, até que foi novamente a igreja, sentou-se em outro local minutos depois sua amiga entrou e sentou -se ao seu lado, ficaram conversando, até que ouvem uma voz, masculina desejando boa noite.
Sentiu suas pernas tremer como se fosse uma adolescente no dia do primeiro beijo. Não se conteve e contou a amiga, logo ela notou a intenção do rapaz, hoje sentado no banco atrás.
Quando saíram da igreja, ficaram por ali conversando com outras pessoas e aquele rapaz também ficou conversando com algumas pessoas conhecidas de ambas, e não demorou muito para serem apresentados, ele havia chego a pouco tempo de uma outra cidade, bem mais novo que ela, era professor de historia em uma escola ali perto, morava com os tios e o principal solteiro.
Foram pra casa ,em passos lentos e o assunto não poderia ser outro, aquele moço novato, bem mais jovem que ela, mas que de alguma maneira mexeu com seus sentimentos.
Passaram -se os dias e as semanas, estava para acontecer uma quermesse na paróquia e os fieis se organizando, ela foi escalada para trabalhar na cozinha, com os salgadinhos e ele ficou em um dos caixas, coincidentemente trabalhavam, um de frente ao outro e não podiam deixar de se olharem,entre eles não havia mais como esconder, os sentimentos, mas não podiam revelar a mais ninguém, mas tudo isso era apenas sentimentos não revelados.
Ao final da festa, foram os três caminhado juntos para casa, claro que entre os dois a amiga, que já sabia de tudo e não interferia, até incentivava a colega para que beijasse o rapaz. E veio dela resolução para o caso. Sugeriu que ela e o rapaz fingisse ser namorados e como elas eram vizinhas de muro, poderiam se ver sem problemas e sem que ninguém desconfiasse de nada, pois ele iria na casa dela como namorado e a amiga poderia ir também e ficariam ali sem problemas.
Durante um tempo ela relutou em aceitar a proposta da amiga, pensou muito em todas as situações de sua vida e enfim, aceitou. Naquela noite de terça feira, pediu a amiga que chamasse ele em sua casa e seria então o primeiro encontro, mas ela pediu para primeiro todos ficarem sabendo que estavam namorando para depois começar a ir em sua casa. Na quarta feira, foram a igreja e na saída a amiga, contou os planos e que poderiam começar os encontros em sua casa na semana seguinte, mas ele teria que aos fins de semana sempre estar com ela em todas as situações como se fossem namorados reais.
Foram passando os meses e aquele romance a pleno vapor, dentro da casa da amiga viviam momentos de delírios e prazer enquanto a amiga assistia a novela eles namoravam e se amavam em outro cômodo da casa, sem respeito, sem compromissos, sem que nada os impedissem. Os filhos notavam que a mãe estava um pouco mais alegre, cantando pela casa, o marido nada comentava, não se importava com ela e ela não se importava com ele, apenas o servia como dona de casa, lhe dando comida e roupa lavada.Enquanto com o amante fazia planos de irem embora juntos viver em alguma cidade litorânea, os dois como dois recém casados vivendo uma lua de mel a qual ela nunca teve e ele sonhava em dar.
Nos fins de semana, ela não estava com ele,mas o desejava mas como haviam combinado par nao haver suspeitas ele saia com a amiga iam a bares, bailes, igrejas, casa de parentes e inevitavelmente acabaram freqüentando a cama um do outro.
Já estava fazendo aniversario o romance daqueles dois, sem que ninguém desconfiasse, iam a igreja juntos, festas, reuniões e sempre se encontrando na casa da amiga para algo mais.
Com três anos de relacionamento ela decide que esta na hora de irem realizar seu planos de morarem em uma cidade litorânea, ela ainda reluta diz não estar pronto para deixar sua vida, e ela diz que deixou uma vida por ele mas nada adianta o argumento ele diz não e por alguns dias não se encontram, ele continua a ir na casa da amiga. Ela com 48 anos ele um garoto de 32, algo impossível de acreditar, durante esses três anos de relação ela não deixou que o marido encostasse um dedo em seu corpo. apenas era tocado por seu amante, mas estava sentindo mudanças em seu humor, em seu corpo, não sabia ao certo, mas poderia estar gestando. Resolveu ir ao medico e suas suspeitas foram confirmadas, estava grávida.......
Pensamentos desesperadores, como explicar a família uma gravidez, explicar ao marido, explicar na igreja, seu mundo estava desmoronando ao sair do consultório.
Foi direto a casa da amiga que não a esperava naquele horário, e veio a segunda queda do dia, ao entrar, encontrou a amiga na cama e não estava sozinha, e para sua surpresa, também não era com seu amante e sim com seu marido, não pediu explicações e não quis ouvir nenhuma, foi para casa e esperou que o marido entrasse, reuniu toda a família, chamando os filhos na grande sala de jantar, sentados a mesa disse a todos que estava grávida, que o marido não era o pai, que a anos estava tendo uma caso secreto com uma pessoa que não iria falar quem e que descobrira quem era a amante do marido e que ele iria contar aos filhos.
Então o marido contou aos filhos que a mais de cinco anos mantinha um relacionamento com a vizinha e amiga de sua expôs, que sabia do caso dela com outro homem mas não falava nada para não desfazer a família e que os filhos decidissem o que fazer daquele momento em diante.
Uma das filhas disse que aceitaria o novo irmão deste que os pais não se separa cem e acabassem com a traição entre eles. os outros dois se calaram e apenas choravam.
Enfim, chegando a uma conclusão, acataram ao pedido da filha mais velha, a gravidez foi de grande risco devido a idade da mulher, ela parou de ver o jovem namorado da vizinha que se mudou para outro bairro e assim pondo um ponto final na amizade. Ninguém da vizinhança ficou sabendo do caso tão pouco os fieis da igreja e a gravidez, foi tratada com um milagre por alguns.
E como eu sei disso?

Não posso revelar ..

Mas foi assim como relatei a vocês.


by choko