terça-feira, 23 de julho de 2013

AS SOMBRAS

A GENTE SE PERDE EM SOMBRAS
 QUE ENCOBREM OS MEUS SONHOS
 E DESEJOS QUE VOCE SENTE POR MIM.

EU VEJO A VIDA PASSANDO, 
SEM CORAGEM DE DIZER O REAL,
QUE  ESTA DENTRO DE MIM.

VEM AS NUVENS ENCOBRINDO O MEU SOL,
 ESFRIANDO OS PENSAMENTOS,
QUE ME LEVAM A VOCE,

ASSIM EU VIVO SEMPRE TRISTE...
DE LOGE TE OLHANDO
PENSANDO EM COMO..
TRAZER VOCE PARA MIM.

by choko

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que deseja o coração

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PREVISÃO DO TEMPO

O tempo aqui, altas nuvens de saudades,
 com cassetadas de chuvas de solidao durante o dia, 
uma brisa de amor passando por mim,
 que me leva até voce o tempo todo.
Sem perspectivas de sol da paixao,
 apenas esse frio que  reside nos atrios de meu coraçao, 
que chama por voce a todo instante.

by alexandre choko

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um dia de louco

 

    Essa é do tempo da facul, estava cursando o segundo ano e fui convidado para participar de um projeto com pessoas sedentarias, trabalhavamos tres vezes por semana, na pista de atletismo da faculdade, um dia recebemos o convite para irmos a um hospital psiquiatrico da cidade executar uma  recreaçao com os internos.
    Preparamos varias atividades, sem saber como seria feito e como fariamos, era algo extremamente novo para nós e para a professora que nos orientava tambem. No dia a Van do hospital veio nos buscar na faculdade, ja saimos com cada um sabendo que atividade realizar, trabalhariamos em circuito como faziamos na pista de ateltismo e a parte incial seria feita pela professora orientadora.
    Chegamos ao hospital, arrumamos os materiais necessario para a atividades, e os internos começaram a se aproximar, alguns vinham conversavam normalmente sem apresentar nenhum sinal de anormalidade, outros apenas observavam de longe e alguns se sentaram nos bancos e ali ficaram.
    A professora subiu em um pequeno palco e começamou a atividade, primeiro fez um leve alogamento em seguido iniciou algumas coreografias de axé. Alguns de nós ficamos em cima do palco e outros entre os internos para auxiliar nos movimentos.
    Eu fiquei no solo com os internos, depois de algum tempo as feiçoes da professora e dos outros estagiarios  que estavam em cima do palco começou a mudar, mas de onde eu estava nao notava nada de errado até aquele sujeito enorme, com quase dois  metros de altura, que estava abrindo caminho entre os outros empurrando e chutando tudo pela frente e gritando bem alto _ Dá pra mim, eu tambem quero!!  e andando e repetindo _ Dá pra mim, eu tambem quero !!
    Os enfermeiros e medicos que ali se encontravam nada faziam apenas observavam e esboçavam risos, nao paramos a atividade mas aquele ser enorme subio ao palco e esticou as maos em direçao a nossa professora, ela foi se encolhendo no canto, eu tentei chegar até o palco mas nao consegui chegar a tempo, aquele interno pegou o microfone a força das maos da professora e disse:

    _ Agora é minha vez de cantar !

    E começou a cantar uma musica do Roberto Carlos. depois do susto todos cairam em gargalhadas demoramos um tempo para voltarmos ao normal e fizemos as outras atividades ao som de Roberto Carlos, muito mal interpretado.

by Alexandre Choko

domingo, 2 de junho de 2013

TEMPO de AMAR



quanto tempo dura o tempo, para a eternidade de quem se ama? quanto a eternidade, dura o tempo de quem ama amar!!

by Alexandre choko

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ÒDIO




    Existem coisas, que nos acontecem e depois de anos, entendemos ou tentamos entender, somente hoje, depois de trinta anos, eu pude compreender algo que me aconteceu nos bancos escolares.
    Cursava o primeiro ano do ensino infantil sendo alfabetizado por uma das melhores professoras que existiam na cidade, estavamos estudando palavras com a letra D, como Dia,  Duas, Doce, dedo e aquela que seria minha algós por quase um més, ódio. Em todas as liçoes eramos sabatinados pelo ditado, frente a frente com a tão temida professora, sentavamos em sua mesa, e ela com uma ficha com varias palavras, nos apontava uma para que lessemos, sem gaguejar com todos os assento que pudessem ter com a pronuncia perfeita, aqueles que nao se davam bem,  ou nao completassem o ditado, nao eram promovidos para a proxima lição, e teriam que se sentar na fila dos atrasados, hoje em dia isso daria processo ao professor que  usasse tal pratica.
    Chegou minha vez, fui chamado me sentei olhei para a professora e começamos com o ditado oral. Ela apontava eu lia e vinham as palavras e eu respondendo, até que chegou em exatamente nessa palavra. Foi apontada pela primeira vez eu enrolei e nao saiu nada, ela incistia na mesma palavra e eu não conseguia ler aquele assento agudo, mudando o som de o, para ó; resultado, fui levado para a fileira dos atrasados.
    Teria nova chance, de sair dali, na proxima semana apenas, seria uma semana estudando arduamente para me sobressair, passei aquela semana, estudando as proximas liçoes, passando por todas as outras letras, vogais e consoantes que me apareciam, até que o dia chegou, nao me lembro agora corretamente qual era a liçao, do dia, mas nao poderia faze-la sem antes encarar o ditado oral da semana anterior.
    E recomeçamos, falei todas as palavras mas chegou nela novamente, aquele assento agudo, me fez parar, tremer, olhar para os lados, fazer cara de choro e chorar, esse foi meu primeiro choro na escola, foi algo mais desesperador, que o primeiro dia de aula, quando todos choram pois as mães nao podem ficar junto dos filhos, mas eu chorava por nao ter minha mãe por perto, por estar em dificuldade e nao ter quele colo gostoso para me jogar e pedir ajuda. Assim eu chorei pelo Òdio.
    Mais uma semana se passou, mais uma semana na fila dos atrasados agora duas liçoes atrasado, e aprendi que o choro de nada adiantaria, pois nao comoveria a professora, apenas seria motivo de chacota dos outros alunos que sem dó nenhuma bravejavam que eu era da fila dos atrasados e que chorava nos ditados.
    Foi entao que minha pequena vidinha começou a mudar, a palavra dó possui um assento agudo, e o dó é uma das notas musicais, começei a estudar musica naquela semana,  aprendi sobre a nota dó, e logo fiz a analogia entre dó e ódio.
    Que os sons dos "ó" eram o mesmo, assim quando fui chamado para o ditado, nao titubiei, cheio de confiança fui resppndendo palavra a palavra, até chegar no ódio, palavra que falei sem nenhum enrosco, me lembroque ao pronunciar essa palavra a professora me olhou e parou por ali, puxando uma nova ficha com novas palavras, para eu pronunciar, onde todas foram pronunciadas com desenvolto e logo em seguida outra ficha ao qual passei sem resseio algum e mais um outra, pronto estava de volta a fila dos adiantados lugar de onde nunca mais sai.
    E depois de anos descobri que eu nao pronunciava a palavra òdio nao por, nao conhecer o assento agudo da mesma, pois mesmo sem assento, nao era capaz de pronuncia-la, essa palavra nao saia de minha boca pois nao era e nao sou capaz de ódiar, simplesmente nao cultuo o ódio, palavra a qual me esqueci novamente depois daquele ditado.



 by Alexandre choko

domingo, 19 de maio de 2013

LEMBRANÇAS E COMEDIAS





      Essa memória vem de muito tempo atraz, na epoca em que estudava no E E Angelica de Oliveira, nao me lembro com certeza o ano, mas deixa isso pra lá.
    Tinhamos uma banda, bom nem eramos uma banda, eramos amigos que pensavamos tocar alguma coisa mas não sabiamos mais que dois ou tres acordes e muito mal executados, nos reuniamos no fundo do quintal de alguem e metiamos os dedos nas cordas e nos teclados e nos achavamos os rollings stones. Como disse, nao tocamos nada, mas nos divertiamos. Eis que alguem em visita a familia de um outro alguem, nos ouviu tocando e fez o seguinte convite; faremos um showmissio em alguns dias  no centro da cidade e voces nao gostariam de tocar nessa noite?
    Olha seria nosso primeiro show, mas que show tocamos apenas tres ou quatro musicas, me lembro que uma delas era, bichos escrotos do titãs e muito mal tocada , a bateria em que eu tocava nao era uma bateria, era um teclado da cássio, movido a pilha, quando se esgotava acabava o ensaio, ja que nao haviam pilhas recarregaveis naquele tempo, e depois precisaria ficar a semana toda enchendo a paciencia do meu pai para comprar novas pilhas para o ensaio da proxima semana, eu disse ensaio? era a bagunça organizada que faziamos.
    Caradepaumente, acho que acabei de inventar uma palavra, aceitamos o convite preparamos nossas melhores musicas as tres ou quatro que sabiamos, e no dia combinado fomos até o local do showmissio, pausas para risos ( rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs).
    Passamos o som, e nos preparamos para a grande noite com nossas melhores roupas, familias e amigos esperando para nos ver e entao tocamos, tocamos, tocamos e tocamos, escrevi tocamos  quatro vezes, porque foram quatro musicas. Ao final fomos muito elogiados por todos que nao entendiam nada de musica e fomos embora felizes, assim foi nosso primeiro show.


 SEGUNDO SHOW O FIASCO.

    Era semana da patria, e como era de praxe naquele "tempo" gincanas aconteciam nas escolas turmas se reuniam, salas se juntavam e todos participavam, alguem teve a brilhante idéia de convidar a nossa banda para tocar no encerramento da gincana, e lógico, cheios de orgulho, aceitamos novamente, só para lembrar a faixa etaria dessa banda nao passava dos 14 anos.
   Ficamos todos exitado, caramba iriamos tocar para nossos amigos para as meninas mais lindas da cidade, cara, aquela minha paquera iria me ver tocando, aquela garota para quem eu compunha varias musicas e levava o violão para  a escola para tocar para ela e nao  encontrava coragem, essa seria minha chance, de mostrar minhas letras inspiradas nela para ela. Lindo sonho meu meus amigos nao entenderam a minha situaçao de adolescente apaixonado, pois ninguem conheceria minhas letras, se tiver coragem e posto uma no final, bem que aqui no blog existem algumas dessas letras. Mas voltando ao assunto, ensaiamos agora umas dez musicas, trabalhamos no vocal, fizemos algumas adaptações e tudo ficou como antes uma merda! (pausa para risos de novo, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Grande noite chegou, nao sei que dia da semana era mas la fomos nós para a escola, todos juntos carregando violoes, teclado bateria, guitarras e cubos, pedal ? o que era isso, ninguem sabia.
    Patio da escola lotado, a gincana correndo solta, a galera pulando vibrando com as brincadeiras, as meninas por ali dando uma olhadela em nós no palco nos preparando para apresentação, e de olho nelas tambem, eu procurava por minha " amada' e quando a avistava, meu coraçao gritava de alegria, e eu sonhava ela ira me ver tocando, e depois eu desço do palco e lhe dou um beijo, tudo assim facil, inteiramente facil, pra voce e eu e todo mundo cantar junto. ( pausa para risos novamente, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
    A gincana termina, somos apresentados para o grande publico estudantil pelo professor de artes, o Cláudio, e começamos a tocar tocamos e tocamos, sim agora foram apenas duas musicas antes do" fato fatal". Havia cabo de instrumento e de energia esticado para todo lado e nosso vocalista na ancia de fazer algo bonito para as fãs, corria de um lado para o outro cantando e pulando quando derrepente torpeça em um cabo desses, e cai do palco. Resultado; fim de show todos rindo ele esticado no chão com vergonha de se levantar, eu no lugar dele, tambem ficaria ali quietinho e pediria o resgate para me buscar, os risos eram altos que mesmo nós tocando escutavamos os risos e gargalhadas confesso eu tambem ria muito e acabamos por ali mesmo, nosso vocalista ficou ali deitado uns cinco minutos com cara de tacho.
    Esse foi o ultimo show dessa banda sem nome a nossa amizade continua e sempre que me encontro com alguem dessa epoca damos boas risadas. A antes que me esqueça, com todo esse riso, nao fui falar com meu "amor adolescente" e acho que ela nunca soube sobre meus sentimentos.

by Alexandre Choko