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segunda-feira, 9 de março de 2015

O carro dos amantes

A meses a mesma rotina em dias diferentes, mas sempre no mesmo horario, por volta das seis horas aquele carro modelo sedam 4 portas parava ali no estacionamento daquele mercado que dava para a janela da casa dela. Era dessa janela que ela assistia a cena toda, o motorista nao descia do carro era impossivel saber se era um homem ou uma mulher ao volante devido a pelicula escura, os vidros fechados.
Passava-se alguns minutos surgia ela ,loira alta elegante, em um salto alto e geralmente de saias oculos escuros e bolsa de madame, entravano veiculo que em seguida saia em disparada., horas depois voltava parava no mesmo lugar e aquela mulher descia, tao elegante quando entrou.
Suspeitou de tudo, mas queria ver quem estava dirigindo, mas tudo era rapido menos de cinco minuto, parado e a mulher entrava, ela teria que estar la quando chegassem, mas teria que estar la, pois ate descer as escadas e atravessar a avenida eles nao estariam mais la, e ainda contar com a sorte e poder ver rostos chegou ate a comprar um binoculo para espreitar mais ao longe.
Contou para algumas amigas de trabalho, elas disseram que isso era uma pratica normal entre as mulheres casadas, marcar encontros em locais publicos como shoppings e hipermercados, assim seus carros poderiam ficar parados por algumas horas e se alguem da familia ou amigos vissem o carro nada aconteceria, depois compravam alguma coisa apenas para enganar em casa.
Com seu binoculo, pode ver mais alem do casal, um dia viu um rapaz se masturbando atraz de um carro, duas mulheres se pegado aos beijos dentro de outro carro e ate a ira de uma mulher traida que depois saiu nos jornais, quebrando o carro do ex marido.
Voltando a nossa estoria, ela queria de alguma maneira matar sua curiosidade, sua vontade que consumia as entranhas. Todas as tardes la estava ela, agora anotando dias da semana, em que eles se encontram, uma semana era na quinta na outra na terça uma outra na quinta novamente, outra na segunda, nunca no sabado e domingo apenas dias uteis e jamais em feriados, ficou uns tres meses, assim, ate que um dia resolveu descer e esperar o carro entrar no estacionamento, ficou perambolando por proximo onde fica estacionado o carro ate que ele chegou, mas aquele dia, a açao foi rapida, sem que ela percebesse a madame elegante entrou pela porto do passageiro e ela pode ver apenas as maos do homem sobre o volante, notou que eram maos negras.
Tentou nos dias seguintes mas sabia que seria dificil encontra-los novamente, combinou com um amigo que tinha um moto de sequi-los, mas ja sabia qual seria o destino, logico que era algum motel da regiao, mas qual? O amigo ficou com ela quase toda semana até que na quinta feira ele veio, desceram correndo pegaram a moto e seguiram, mas nao por muito tempo, entram em um motel, ficaram exatas tres horas por ali, enquanto ela e seu amigo, esperavam do lado de fora. logico que ele querendo leva-la para dentro mas ela relutou e nao entrou.
Dias depois uma nova oportunidade, agora estava sozinha, andando pelo estacionamento do mercado quando viu o carro entrando, seguiu o com os olhos, o carro parou no local de sempre e dessa vez o homem desceu, era realmente negro, alto quase dois metros de altura, muitoo atraente, segundo ela se apaixonaria facilmente, por ele. Ele desceu do carro olhou para os lados pegou seu celular e fez uma ligaçao, ela nao pode escutar o que falava ou com quem falava, devido ao barulho de outros veiculos, ele entrou no mercado ela instintivamente foi ate o carro e ao passar a mao pela maçanete, descobriu que estava aberto nao pensou duas vezes nem tres, entou no carro e se acomodou no chao atraz do banco do passageiro.
Em questao de segundo a porta da frente se abriu a aqela senora elegante se sentou, ela podia sentir pelo cheiro do perfume que realmente era alguem "bacana", aquele perfume cheirava a frança. Ela mal podia respirar, que situaçao se metera, entrar dentro de um carro de pessoas estranhas, e se alguem a pegasse ali o que seria dela. Logo o homem tambem  entrou e o carro saiu.
Pelo caminho pensava no tamanho da besteira que havia feito, mas foi escutando a coversa do casal, descobriu que a madame, era medica, casada, e que saia direto do plantao para seu encontro com o amante que tambem era casado e professor universitario que após os encontros iria para sua aula em uma universidade, particular da cidade. Falaram sobre o clima e o tanto que elesesperavam para se ver aquela semana e que ele precisou sari do carro pois precisava de pilhas para uma lanterna, iria pescar com o filho mais velho naquele fim de semana, por isso ligou avisando que o carro estaria aberto a sua espera.
Pararam, ele perguntou a ela se erao quarto de sempre, ela disse que sim, e entraram, , ele manobou o carro para entrar na garagem e ela com medo, muito medo de ser descoberta, as portas se abriram eles sairam, E agora e ela, como sairia dali, que situação !!
desceu do carro, pode indentificar que era o mesmo motel ao qual havia sequido com seu amigo e teve a grande ideia, ligar para ele, ir busca-la, porque ela nao poderia sair dali sozinha, nao possuia asas, para voar acima dos muros, subiu as escadas e ouvia os gemidos do casal ja em seu leito de amor, mas e ela como sairia, poderia ficar  la no carro e voltar para o mercado mas como sair do carro depois?
Ligou para seu amigo, contou a ele o que aconteceu e disse a ele ir ao motel, pedir um quarto e entao ela entraria e ambos sairiam juntos, em dez minutos ele estava la, ligou para ela, que foi ao seu encontro, nao queria entrar no quarto com ele, mas ao se lembrar dos gemidos do casal se exitou e acabou sedento aos desejos do amigo e o resto foi só alegria. Sairam do quarto e logo a sua frente estava o carro do amantes, agora ela ja sabia de tudo, mas ainda havia uma certa curiosidade, quem sabe um dia ela descubra algo mais.

Alexandrechoko

sábado, 11 de agosto de 2012

Noinha


A noite estava linda, a lua brilhante, e estávamos todos contentes, depois de mais uma domingueira, no clubão.
Era por volta das onze da noite, aquele dia havíamos saído de casa às sete da noite, como sempre um passando na casa do outro, para chegarmos todos juntos na avenida e sermos visto, na verdade eu não queria ser visto por ninguém, naquela época nenhuma menina me interessava a não ser a Valeria, aquele sonho de menina, uma mocinha linda que me esnobava, prima de um amigo meu, sempre que saia eu dava um jeito de me aproximar dela, como também era na escola, às vezes ganhava um oi, um sorriso e nada mais, mas hoje não vim aqui falar dela, a historia é outra. É historia mesmo fato verídico e engraçado.
A noite já se findava, era o final do clubão a tradicional musical final tema do filme “carruagens de fogo” estava tocando, alguns pé de valsa adoravam bailar ao som dessa musica, os seguranças iam ascendendo as luzes e colocando o povo pra fora. Nesse dia eu e meus primos e alguns amigos saímos e decidimos dar um role pela avenida antes de irmos para casa, um pessoal que sempre, vinha de outra cidade,  ficavam por ali em busca de carona ou esperando o ônibus mesmo, era a chance para uma paquerada a mais ou deixar algo engatilhado para a próxima semana.
Passamos pela avenida e não encontramos ninguém, apenas mais alguns malucos lá da vila que também desceram a avenida conosco, e descíamos a rua cantarolando dançando tirando o sarro, havia também algumas meninas amigas, irmãs primas e algumas mães que iam buscar suas filhas no clubao, as fazendo pagarem aquele mico. O assunto era sempre quem pegou quem, quem paquerou quem, eu sempre voltava feliz, porque ao menos uma musica, eu dançava com Valeria, e isso já me deixava muito feliz.
Algumas quadras a frente sempre havia uma separação a galera da quinze se despedia da turma da campos salles, e ficamos apenas uns quatro amigos,  sempre juntos morávamos um ao lado do outro, aquela noite me lembro bem a lua estava cheia, podia-se enxergar o fim da rua como se fosse dia. Passou um moto a toda velocidade por nós, quase que nos atropelando, foi ao fim da rua, e voltou novamente, pulamos para a calçada com medo, mas de longe deu para reconhecer, era um noinha vizinho nosso, estava com medo de alguma coisa, com certeza havia aprontado alguma, estava parado agora em frente a sua casa mexendo no portao para entrar com a moto. Adiantamos  nossos passos e fomos até ele, perguntamos o que estava acontecendo, ele que não escondia nada de nós, disse que estava com problemas havia pego algo de alguém e não havia pago e estavam atraz dele agora.
Riamos muito com ele contando isso para nos, um de nossos amigos, que estava  um pouco mais atraz, também estava muito assustado com tudo, dizia que queria ir embora, derrepente escutamos algo nos fundos da casa do nosso amigo noinha, todos ficaram com medo então, ele nos pediu para ajudar a guardar a moto, abrimos o portao e empurramos a moto para dentro, derrepente um outro barulho  vindo dos fundos, agora todos com medo, queríamos correr e deixar ele sozinho, mas eramos amigos, resolvemos ficar,  mas ele também com medo, disse para puxarmos a moto para fora e irmos embora que ela iria dormir na casa de uma tia em outro bairro. Fizemos isso e fechamos o portao, saímos a galope para a esquina.
Nosso amigo, que estava com cara de apavoro, caiu na risada nos chamando de cagão, e nos bravos com ele, dizendo que quem estava com medo era ele, chamando toda hora par ir embora. Entao  veio a revelação, ele disse que enquanto empurrávamos a moto para dentro ele pegou algumas pedras e jogava nos galhos da arvore la no fundo do quintal e quando olhávamos para traz ela se temia de medo.
Um tremendo FILHO DA PUTA, mas ainda rimos desse fato que aconteceu a mais de vinte anos e o nosso amigo noinha nem imagina o que aconteceu naquela noite.

by choko