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quarta-feira, 1 de maio de 2013

QUEM AVISA, AMIGO É, ACREDITE QUEM QUIZER.

   



    Ela estava por volta de seus 45 anos, mas com jeitinho de 32 morava no interior de São Paulo e era dona de seu proprio negócio que andava muito bem, fabricava e vendia doces e salgados sob encomendas para festas, todos da pequena cidade conheciam e apreciavam seus dotes. Era paquera por alguns homens, dizia que nao queria mais se envolver emocionalmente, forá casada por quinze anos, foi traida e abandonada pelo marido com os tres filhos ainda pequenos sendo que o mais novo ainda uma criança amamentando.
    A empresa crescia, estava contratando novos funcionarios, entre uma delas, uma garota que estava juntando finanças para uma viagem apenas de ida para europa, diretamente para portugal, um de seus irmãos ja estava lá e ela tambem queria ir. iria ficar trabalhando ali, apenas por tres ou quatro meses e completar o dinheiro necessario,l nesse periodo contava a todos os companheiros de trabalho como era a vida de seu irmao em Portugal e que em breve ele iria se transferir para França e quem sabe Italia e Inglaterra, e assim acabava seduzindo a todos que trabalhavam  junto dela.  Tanto falou que a patroa ficou curiosa.
    Começou a cogitar junto dos filhos uma possivel ida a portugal, com descendentes italianos seria facil entrar no pais com passaporte italiano, e iria como turista como era otima cozinheira nao seria dificil encontrar emprego em alguma cozinha de restaurante. O filho mais velho demonstrou interesse e começaram a arrumar os documentos, deixaram a pequena fabrica a cargo de uma prima e funcionarios e voaram ao velho continente.
   Nas primeiras semanas, agiram como turistas conheceram os lugares, experimentaram da culinaria e foram se informando com outras brasileiros onde e como poderiam encontrar emprego e um alojamento barato. O filho logo encontrou emprego no porto, retirando pescado de dentro de dos barcos e servindo aos restaurantes da regiao, ela se aventurou como cabelereira e estava se dando bem, foram morar em um apartamento junto com outros brasileiros, entre eles um rapaz que estava desempregado, tambem brasileiro vindo do estado de Goias.
    Ela começou a se envolver com essa rapaz, todos da casa olhavam com mals olhos esse ralacionamento, e logo ela que dizia nao querer se envolver emocionalmente com mais ninguem, se envolvendo com um rapaz mais novo, la do outro lado do planeta, o filho ficou contra ela, nao admitia a mae de namorico com uma rapaz mais novo que ele, afinal nunca havia visto a mae nos braços de outro homem, cogitou a mudança de apartamento, mas morar sozinho seria muito caro para ele e nao encontrava outra republica para morar, ficou por ali mesmo mas sem muito contato com  a mae e com o namorado, que ja virara marido, pois ja repartiam a mesma cama.
    Tempos se passaram e resolveram voltar ao Brasil, ela voltou para sua cidade, sem ele, que foi para Goias. Ela pode perceber que durante os dois anos que ficou fora sua empresa de doces e salgados, crescera e fora preciso contratar mais e mais funcionarios de quatro agora trabalhavam em dezoito, e que o dinheiro enviado estava sendo bem aplicado. Seu filho emfim pode se casar com a namorada da adolescencia, e ja estavam planejando um filho ele nao voltaria mais para portugal.
    O namorado chegou para o casamento do enteado, a familia toda pode ver realmente quem era o cidado que ficou praticamente os doias anos vivendo as custas da namorada, um sujeito folgado sem modos e sem educaçao, querendo tudo nas suas maos,  nao se levantava para pegar um copo de agua, logo a familia e os amigos começaram a falar, queriam abrir seus olhos, mas ela estava encantada com o "amor".
    Eles iriam ficar pela cidade mais alguns meses, para que ela pudesse transferir a empresa toda para sua prima, agora ela iria para Europa e nao teria data para voltar, iria ficar alguns anos por lá, ao lado de seu novo amor, por outro lado ele incistia em embarcarem rapidamente, dizia nao  suportar o calor do brasil que nao se acostumava mais em viver por aqui, havia algo de estranho e todos suspeitavam, ele não parava muito tempo em casa, vivia no centro esportivo da cidade, ou melhor na piscina cercado de mulheres ao ser questionado sobre seu relacionamento com a "doceira" dizia que ela era sua prima, e que eles iriam viajar para portugal.
    Não demorou muito para essa fala dele chegar até os parentes dela, e logico a ela e como sempre ao ser interrogado dizia se tratar de calunias que os parentes dela nao gostavam dele, apenas pelo fato de ser mais novo. Um dia deixou escapar para algumas pessoas que era pai em Goias que havia um filho seu por lá mas que iria para portugal para mandar dinheiro para essa criança.  De onde sairia esse dinheiro todos ja sabiam, sairia do bolso da "doceira" que estava bancando o sujeito desqualificado.
    Chegado o dia da viagem, os filhos dela imploravam para que ela nao fosse, mas convicta de sua decisao, foi mesmo assim, levando o namorido junto,  desembarcaram em Portugal e como ela fez a primeira vez, dedicou-se ao turismo por alguns dias, logo depois embarcou para Inglaterra onde moravam alguns conhecidos dela e que ja haviam feito o convite para  a visita, novamente ela se deu bem, logo no primeiro dia, foi contratada por um restaurante especializado em cozinha brasileira, enquanto ele, como sempre encostado nela, sempre dizendo que nao conseguia nada por nao saber falar ingles, mas nada fazia para aprender suas companhias eram sempre de brasileiros e corria de conversar no idioma do pais.
    Se envolveu com um grupo de pagode, embora nao tocasse nada e nao soubesse cantar, acompanhava a trupe por todos os lados em todos os pubs que os pagodeiros tocava la estava ele, ora de segurança ora de acompanhante ora de faz nada, dinheiro que era bom, nunca aparecia, apenas sugava de sua namorida, algumas libras para isso, alguns euros para aquilo, e assim viviam, enquanto isso aqui no Brasil a familia descobriu que  realmente ele havia feito um filho em Goias, como? A mae da criança rastreou até a pequena cidade do interior de sao paulo e contou toda a realidade, que eles namoravam deste antes de ir para portugal, que ele enviava dinheiro todo mes para ela,  que nunca falhava o filho haviam feito na ultima visita, gravaram um video com o depoimento da moça e enviaram para ela, ao receber o video ficou chocada mostrou para  ele que negou conhecer a moça disse que era uma armaçao que nada daquilo era real, entao ela acreditou nele novamente e se distanciou da familia.
    Alguns meses se passaram ele continuava sem trabalho, vivendo as custas da namorida, ela foi convidada por um restaurante italiano para que fosse cozinhar para alguns brasileiros que iriam passar por lá, como era tudo por conta do restaurante ela aceitou mas nao levou seu companheiro que ficou na Inglaterra sozinho.
    Ela voltou e continuaram suas vida, meses depois recebeu uma noticia que mudaria sua vida, seu namorido estava envolvido com outra mulher, alguem lhe madou fotos e dessa vez eram fotos da inglatessa e com certeza no periodo em que ela esteve na italia. E agora o que fazer? ja de antemão sabia que nao poderia contar com a familia afinal eles tentaram avisar, mas ela nao quiz ouvir, os amigos com certeza tambem sabiam de tudo pois alguns sempre dizia a ela para abrir o olho, nao ser tao mão aberta com ele, como sempre foi. Estava lá triste e desiludida, todas suas convicçoes de mulher decidida a nao se envolver com homens, havia se quebrado quando encontrou o tal rapaz que se dizia apaixonado, entao seus olhos começaram a se abrir, caiu na real, viu que ele nunca trabalhou um dia sequer, deste quando estavam juntos, que os gastos dele eram muito grandes para quem apenas ficava em casa e saia as vezes com amigos, onde estaria sendo colocado tanto dinnheiro assim. Se lembrou que as contas que fizera com a prima que tomava conta de seu nogócio no Brasil, nao fecharam, ela dizia ter mandado x, mas a prima disse receber -y, algumas vezes ela lhe entregava o dinheiro para que fosse feito o deposito.
    Investigou pergunto a ele, nunca havia pedido os comprovantes de depositos sempre confiou em seu namorido, sempre pensou que ele era, uma pessoa honesta. Foi ao banco conversou com o gerente e puxou todo o historico de sua movimentaçao, viuque realmente estava sendo roubada deste o primeiro dia, varios depositos realizados pela metade ou muito abaixo do valor enviado.
    Saiu do banco decidida iria mandar o mal carater embora, chegou em casa o encontrou ele sem saber de nada a recebeu feliz da vida com beijos que ela retribuia friamente e abraços gelados, ela disse a ele que iria
voltar a italia por mais duas semanas, para cozinhar no mesmo restaurante que iria deixar dinheiro com ele para essas duas semanas e voltaria, mas na verdade ja mudara de idéia no mesmo dia a noite embarcou em um avião para Italia, e fez conexão com um vôo para o Brasil , estava arrependida, se afastou da familia e dos amigos mais intimos por causa de um homem que estava apenas interessado em seu dinheiro, havia falado a seus familiares que nao precisava deles para viver, feliz e agora voltava para casa, ou melhor voltava para o Brasil sem saber se seria bem recebida, ao chegar em Sao Paulo resolver descer a serra e não vir para o interior para sua cidade, se hospedou em um hotel, procurou um apartamento, se instalou e vive la até hoje, mais uma vez se retirou do convivio dos homens, aos poucos esta voltando a falar com a familia, mas sente que ainda existe um receio de ambas as partes.
    Quanto a seu namorido? não teve mais noticias.


by Alexandre Choko

sábado, 17 de setembro de 2011

boas lembranças

Quem nunca teve alguém, que por algumas horas fez parte de sua vida, ou por alguns anos que derrepente foi embora e ficou apenas as boas lembranças. Eu tenho algumas pessoas assim e hoje irei falar sobre elas.

Se me recordo bem era ano de 1987, eu estava cursando o sexto ano ja estavamos o inicio do segundo bimestre, entrou na sala um carinha magricela, com sardas no rosto desengonçado e falando engraçado,era o Andre, o pai dele trabalhava na Petrobrás e alguém havia inventado que aqui no oeste de sao paulo, havia petroléo então veio o pai do Andre como engenheiro dar uma verificada nisso ai. Depois falo o que encontraram aqui. aprontávamos André era um palhaço, riamos muito dele e com ele, aprontavamos mil e umas na escola e na rua também as  mais marcantes, foram as noites que iamos na casa da dona Armelinda,  pegar coco no pé que ficava bem pertinho  da rua e baixinho, e quando ganhamos o campeonato de futsal inter classe na escola e as meninas todas vieram falar com a gente eu fui o goleiro menos vazado e ele o segundo artilheiro.
Mas um dia o Andre chegou calado na escola nao queria brincar, nao queria zuar a noticia estava estampada no rosto dele, iriam embora da cidade, porque nao havia petroleo aqui apenas agua quente.
Foi triste para mim, hoje eu vivo de boas lembranças daquele cara super bacana que fez parte de minha vida. Eu nao me lembro de todo o nome do Andre, por isso nao googlei ele por ai.
Andre se voce ler isso aqui,entre em contato meu amigo.

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Certa vez, estava voltando de trem para casa, depois de passar uma temporada na casa de meus tios em Maua, foram ferias legais, eu estava com 16  anos e foi a primaira vez que viajei sozinho, sem meus pais, mas como disse estava voltando, me lembro de ter entrado no trem as cinco da tarde na estaçao da luz, o vagao estava quase que vasio bem iluminado e poltronas confortaveis, me sentei e fiquei olhando as pessoas na plataforma até que minha viagem de regresso comessasse, assim que o trem se colocou em movimento eu fechei meus olhos e adormeci, perdi a noçao do tempo, acordei ja estavamos em sorocaba e com varias pessoas, no vagao entre elas uma em especial me chamou atençao.
Fiquei olhando de longe apenas, com ela haviam outros jovens uns quatro um homem e tres mulheres e uma senhora que cuidava de todos, ela quase nao se mexia ficava ali sentada olhando pela escuridao da janela as luzes longe, muito longe. Ja estava sentado a muito tempo e resolvi dar uma volta pelo trem, as viagens de trem eram legais por isso, se cansava levantava e iamos para a porta olhar o mato e sentir o vento kkkkkkkkk.
Passei pelo bando onde ela estava o pessoal estava animado jogando resta um e dama, queria me oferecer para jogar com eles mas fiquei na minha, nem fui notado.
A fome apertando me lembrei dos pasteis que minha tia havia feito, e fui comer,mais um detalhe que adorava nas viagens de trem eram aqueles garçons que passavam, grintando o cardapio do dia era muito divertido "refrigerante, cachorro quente" - gostava de ouvir.
Altas horas da noite eu ali sem dormir sem uma tv para assistir sem um som para ouvir ao nao ser o sacolejo do trem, a turminha la da frente animada nos jogos o trem parou em algum lugar que nao seio nome, apenas olhei pela janela e vi uma televisao ligada passando os gols da rodada, no fantastico, desci correndo para saber o resultado dos jogos o chefe do trem tambem desceu e foi na tv junto comigo, ficamos ali esperando o povo descer subir e olhando os gols, o chefe era corintiano, porque depois que passou os gols da derrota do timão ele se apressoua soar seu apito e fazer o trem andar. Subimos juntos no trem e no mesmo vagão, ele puxou papo comigo, perguntou meu destino eu falei, contei que meu pai tambem era ferroviario, ele queria saber de onde entao falei, ele ficou boqueaberto quando disse que viajava sozinho, estavamos passando pelos acentos da galera agitada de sorocaba. Ele chamou a tençao da tia da galera para mim, disse a ela: _ olha minha senhora o garoto esta viajando sozinho sem os pais. 
Ela entao disse: _ E e pageando meus sobrinhos de volta para casa. 
Aproveitando a deixa puxei assunto, perguntando de onde eram e fui descobrindo coisas, eram de paraguaçu paulista, aqui pertinho, tambem foram em ferias para casa dos tios logo me vi sentado conversando com a tia e com o chefe do trem, ela me apresentou aos seus sobrinhos me disse o nome de todos mas guardei apenas o nome de uma, Ana Paula, para ela que fiquei olhando o tempo todo, estava quietinha na dela quase nao conversava com os primos e irmas, nao jogava dama nem resta um, logo eu fui desafiado a uma partida de dama e aceitei, nao me lembro de ganhei ou perdi mas estava enturmado. Ana era mais velha dos sobrinhos, tudo que faziam errado a culpa recaia sobre ela, e as vezes eu tentava dizer pra tia que nao era ela mas sim os outros mas a tia dizia que ela precisava tomar conta dos mais novos, Ana tinha cabelos negros caxeados um olhar linda, labios rosados maos delicadas a todo momento eu me imaginava beijando sua boca e tocando sua pele.
O trem rumava destino ao oeste e nossa turminha animada jogando dama, resta um e acharam um bingo tambem ai a coisa ficou mais divertida, apostavamos coisas bobas, do tipo quem ganhar puxa o cabelo do outro, puxa a orelha quando começamos a apostar beijos no rosto eu me exaltei, a cada numero cantado eu  ficava eletrico conferindo para poder ser de minha cartela e pedir um beijo da Ana, mas nao rolou. Nem sei quem  foi o ganhador.
Ficamos ali jogando por horas nao me lembro a que horas fui dormir, mas acordei antes que eles descessem, passei por eles e estavam todos dormindo, apenas a tia cordada, eu fui ao banheiro e fiquei na porta olhando e sentido o cheiro do mato com orvalho da manha, sao aromas de minha infancia e adolescencia que nunca saem de minha memoria. O primeiro sinal de despertar veio quando um garçon passou anunciando _ chocolate quente!!! olha o chocolate quente!!!!!
Notei que alguem deles havia se movimentado, entao volei ao meu banco, pedi um copo ao garçon e saboreei meu chocolate, para minha felicidade eles vieram ao meu assento e ficamos batendo papo ali,sem jogar nada, contando um para o outro sobre escola, namorados, paqueras eu me lembro que deixei escapar que minha paquera estava perto e ao mesmo tempo longe e alguem gritou "Ana Paula". eu sorri e tentei disfarçar,mas ficou na minha cara, era por volta das sete da manha, haveria mais uma hora de viagem para que eles descessem estavamos nos aproximando de Assis, talves com um pouco de sorte meu pai estaria na conduçaodo trem eu o veria e antes de assumir a locomotiva e faria um pouco de moral com a galera, olha meu pai esta pilotando o trem, coisas de criança exibicionista rsrsrs.
Mas nao era meu pai entao deixa pra la.

Assim que partimos de assis,a tia os chamou a frente para arrumar as coisas, eu lancei aquele olhar a Ana, uma mistura de Adeus com eu te amo, mas estava com muita vergonha para dizer alguma coisa, entregar a ela o numero de meu telefone ou pedir o dela,estava totalmente fora de cogitaçao. E assim se foi Ana Paula e seus primos, desceram daquela trem naquela manha calorente de julho levando um pequeno pedaço de meu coraçao que depois se recuperou, deixando em mim boas lembranças.


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by choko