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segunda-feira, 9 de março de 2015

O carro dos amantes

A meses a mesma rotina em dias diferentes, mas sempre no mesmo horario, por volta das seis horas aquele carro modelo sedam 4 portas parava ali no estacionamento daquele mercado que dava para a janela da casa dela. Era dessa janela que ela assistia a cena toda, o motorista nao descia do carro era impossivel saber se era um homem ou uma mulher ao volante devido a pelicula escura, os vidros fechados.
Passava-se alguns minutos surgia ela ,loira alta elegante, em um salto alto e geralmente de saias oculos escuros e bolsa de madame, entravano veiculo que em seguida saia em disparada., horas depois voltava parava no mesmo lugar e aquela mulher descia, tao elegante quando entrou.
Suspeitou de tudo, mas queria ver quem estava dirigindo, mas tudo era rapido menos de cinco minuto, parado e a mulher entrava, ela teria que estar la quando chegassem, mas teria que estar la, pois ate descer as escadas e atravessar a avenida eles nao estariam mais la, e ainda contar com a sorte e poder ver rostos chegou ate a comprar um binoculo para espreitar mais ao longe.
Contou para algumas amigas de trabalho, elas disseram que isso era uma pratica normal entre as mulheres casadas, marcar encontros em locais publicos como shoppings e hipermercados, assim seus carros poderiam ficar parados por algumas horas e se alguem da familia ou amigos vissem o carro nada aconteceria, depois compravam alguma coisa apenas para enganar em casa.
Com seu binoculo, pode ver mais alem do casal, um dia viu um rapaz se masturbando atraz de um carro, duas mulheres se pegado aos beijos dentro de outro carro e ate a ira de uma mulher traida que depois saiu nos jornais, quebrando o carro do ex marido.
Voltando a nossa estoria, ela queria de alguma maneira matar sua curiosidade, sua vontade que consumia as entranhas. Todas as tardes la estava ela, agora anotando dias da semana, em que eles se encontram, uma semana era na quinta na outra na terça uma outra na quinta novamente, outra na segunda, nunca no sabado e domingo apenas dias uteis e jamais em feriados, ficou uns tres meses, assim, ate que um dia resolveu descer e esperar o carro entrar no estacionamento, ficou perambolando por proximo onde fica estacionado o carro ate que ele chegou, mas aquele dia, a açao foi rapida, sem que ela percebesse a madame elegante entrou pela porto do passageiro e ela pode ver apenas as maos do homem sobre o volante, notou que eram maos negras.
Tentou nos dias seguintes mas sabia que seria dificil encontra-los novamente, combinou com um amigo que tinha um moto de sequi-los, mas ja sabia qual seria o destino, logico que era algum motel da regiao, mas qual? O amigo ficou com ela quase toda semana até que na quinta feira ele veio, desceram correndo pegaram a moto e seguiram, mas nao por muito tempo, entram em um motel, ficaram exatas tres horas por ali, enquanto ela e seu amigo, esperavam do lado de fora. logico que ele querendo leva-la para dentro mas ela relutou e nao entrou.
Dias depois uma nova oportunidade, agora estava sozinha, andando pelo estacionamento do mercado quando viu o carro entrando, seguiu o com os olhos, o carro parou no local de sempre e dessa vez o homem desceu, era realmente negro, alto quase dois metros de altura, muitoo atraente, segundo ela se apaixonaria facilmente, por ele. Ele desceu do carro olhou para os lados pegou seu celular e fez uma ligaçao, ela nao pode escutar o que falava ou com quem falava, devido ao barulho de outros veiculos, ele entrou no mercado ela instintivamente foi ate o carro e ao passar a mao pela maçanete, descobriu que estava aberto nao pensou duas vezes nem tres, entou no carro e se acomodou no chao atraz do banco do passageiro.
Em questao de segundo a porta da frente se abriu a aqela senora elegante se sentou, ela podia sentir pelo cheiro do perfume que realmente era alguem "bacana", aquele perfume cheirava a frança. Ela mal podia respirar, que situaçao se metera, entrar dentro de um carro de pessoas estranhas, e se alguem a pegasse ali o que seria dela. Logo o homem tambem  entrou e o carro saiu.
Pelo caminho pensava no tamanho da besteira que havia feito, mas foi escutando a coversa do casal, descobriu que a madame, era medica, casada, e que saia direto do plantao para seu encontro com o amante que tambem era casado e professor universitario que após os encontros iria para sua aula em uma universidade, particular da cidade. Falaram sobre o clima e o tanto que elesesperavam para se ver aquela semana e que ele precisou sari do carro pois precisava de pilhas para uma lanterna, iria pescar com o filho mais velho naquele fim de semana, por isso ligou avisando que o carro estaria aberto a sua espera.
Pararam, ele perguntou a ela se erao quarto de sempre, ela disse que sim, e entraram, , ele manobou o carro para entrar na garagem e ela com medo, muito medo de ser descoberta, as portas se abriram eles sairam, E agora e ela, como sairia dali, que situação !!
desceu do carro, pode indentificar que era o mesmo motel ao qual havia sequido com seu amigo e teve a grande ideia, ligar para ele, ir busca-la, porque ela nao poderia sair dali sozinha, nao possuia asas, para voar acima dos muros, subiu as escadas e ouvia os gemidos do casal ja em seu leito de amor, mas e ela como sairia, poderia ficar  la no carro e voltar para o mercado mas como sair do carro depois?
Ligou para seu amigo, contou a ele o que aconteceu e disse a ele ir ao motel, pedir um quarto e entao ela entraria e ambos sairiam juntos, em dez minutos ele estava la, ligou para ela, que foi ao seu encontro, nao queria entrar no quarto com ele, mas ao se lembrar dos gemidos do casal se exitou e acabou sedento aos desejos do amigo e o resto foi só alegria. Sairam do quarto e logo a sua frente estava o carro do amantes, agora ela ja sabia de tudo, mas ainda havia uma certa curiosidade, quem sabe um dia ela descubra algo mais.

Alexandrechoko

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PREVISÃO DO TEMPO

O tempo aqui, altas nuvens de saudades,
 com cassetadas de chuvas de solidao durante o dia, 
uma brisa de amor passando por mim,
 que me leva até voce o tempo todo.
Sem perspectivas de sol da paixao,
 apenas esse frio que  reside nos atrios de meu coraçao, 
que chama por voce a todo instante.

by alexandre choko

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ÒDIO




    Existem coisas, que nos acontecem e depois de anos, entendemos ou tentamos entender, somente hoje, depois de trinta anos, eu pude compreender algo que me aconteceu nos bancos escolares.
    Cursava o primeiro ano do ensino infantil sendo alfabetizado por uma das melhores professoras que existiam na cidade, estavamos estudando palavras com a letra D, como Dia,  Duas, Doce, dedo e aquela que seria minha algós por quase um més, ódio. Em todas as liçoes eramos sabatinados pelo ditado, frente a frente com a tão temida professora, sentavamos em sua mesa, e ela com uma ficha com varias palavras, nos apontava uma para que lessemos, sem gaguejar com todos os assento que pudessem ter com a pronuncia perfeita, aqueles que nao se davam bem,  ou nao completassem o ditado, nao eram promovidos para a proxima lição, e teriam que se sentar na fila dos atrasados, hoje em dia isso daria processo ao professor que  usasse tal pratica.
    Chegou minha vez, fui chamado me sentei olhei para a professora e começamos com o ditado oral. Ela apontava eu lia e vinham as palavras e eu respondendo, até que chegou em exatamente nessa palavra. Foi apontada pela primeira vez eu enrolei e nao saiu nada, ela incistia na mesma palavra e eu não conseguia ler aquele assento agudo, mudando o som de o, para ó; resultado, fui levado para a fileira dos atrasados.
    Teria nova chance, de sair dali, na proxima semana apenas, seria uma semana estudando arduamente para me sobressair, passei aquela semana, estudando as proximas liçoes, passando por todas as outras letras, vogais e consoantes que me apareciam, até que o dia chegou, nao me lembro agora corretamente qual era a liçao, do dia, mas nao poderia faze-la sem antes encarar o ditado oral da semana anterior.
    E recomeçamos, falei todas as palavras mas chegou nela novamente, aquele assento agudo, me fez parar, tremer, olhar para os lados, fazer cara de choro e chorar, esse foi meu primeiro choro na escola, foi algo mais desesperador, que o primeiro dia de aula, quando todos choram pois as mães nao podem ficar junto dos filhos, mas eu chorava por nao ter minha mãe por perto, por estar em dificuldade e nao ter quele colo gostoso para me jogar e pedir ajuda. Assim eu chorei pelo Òdio.
    Mais uma semana se passou, mais uma semana na fila dos atrasados agora duas liçoes atrasado, e aprendi que o choro de nada adiantaria, pois nao comoveria a professora, apenas seria motivo de chacota dos outros alunos que sem dó nenhuma bravejavam que eu era da fila dos atrasados e que chorava nos ditados.
    Foi entao que minha pequena vidinha começou a mudar, a palavra dó possui um assento agudo, e o dó é uma das notas musicais, começei a estudar musica naquela semana,  aprendi sobre a nota dó, e logo fiz a analogia entre dó e ódio.
    Que os sons dos "ó" eram o mesmo, assim quando fui chamado para o ditado, nao titubiei, cheio de confiança fui resppndendo palavra a palavra, até chegar no ódio, palavra que falei sem nenhum enrosco, me lembroque ao pronunciar essa palavra a professora me olhou e parou por ali, puxando uma nova ficha com novas palavras, para eu pronunciar, onde todas foram pronunciadas com desenvolto e logo em seguida outra ficha ao qual passei sem resseio algum e mais um outra, pronto estava de volta a fila dos adiantados lugar de onde nunca mais sai.
    E depois de anos descobri que eu nao pronunciava a palavra òdio nao por, nao conhecer o assento agudo da mesma, pois mesmo sem assento, nao era capaz de pronuncia-la, essa palavra nao saia de minha boca pois nao era e nao sou capaz de ódiar, simplesmente nao cultuo o ódio, palavra a qual me esqueci novamente depois daquele ditado.



 by Alexandre choko

domingo, 19 de maio de 2013

LEMBRANÇAS E COMEDIAS





      Essa memória vem de muito tempo atraz, na epoca em que estudava no E E Angelica de Oliveira, nao me lembro com certeza o ano, mas deixa isso pra lá.
    Tinhamos uma banda, bom nem eramos uma banda, eramos amigos que pensavamos tocar alguma coisa mas não sabiamos mais que dois ou tres acordes e muito mal executados, nos reuniamos no fundo do quintal de alguem e metiamos os dedos nas cordas e nos teclados e nos achavamos os rollings stones. Como disse, nao tocamos nada, mas nos divertiamos. Eis que alguem em visita a familia de um outro alguem, nos ouviu tocando e fez o seguinte convite; faremos um showmissio em alguns dias  no centro da cidade e voces nao gostariam de tocar nessa noite?
    Olha seria nosso primeiro show, mas que show tocamos apenas tres ou quatro musicas, me lembro que uma delas era, bichos escrotos do titãs e muito mal tocada , a bateria em que eu tocava nao era uma bateria, era um teclado da cássio, movido a pilha, quando se esgotava acabava o ensaio, ja que nao haviam pilhas recarregaveis naquele tempo, e depois precisaria ficar a semana toda enchendo a paciencia do meu pai para comprar novas pilhas para o ensaio da proxima semana, eu disse ensaio? era a bagunça organizada que faziamos.
    Caradepaumente, acho que acabei de inventar uma palavra, aceitamos o convite preparamos nossas melhores musicas as tres ou quatro que sabiamos, e no dia combinado fomos até o local do showmissio, pausas para risos ( rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs).
    Passamos o som, e nos preparamos para a grande noite com nossas melhores roupas, familias e amigos esperando para nos ver e entao tocamos, tocamos, tocamos e tocamos, escrevi tocamos  quatro vezes, porque foram quatro musicas. Ao final fomos muito elogiados por todos que nao entendiam nada de musica e fomos embora felizes, assim foi nosso primeiro show.


 SEGUNDO SHOW O FIASCO.

    Era semana da patria, e como era de praxe naquele "tempo" gincanas aconteciam nas escolas turmas se reuniam, salas se juntavam e todos participavam, alguem teve a brilhante idéia de convidar a nossa banda para tocar no encerramento da gincana, e lógico, cheios de orgulho, aceitamos novamente, só para lembrar a faixa etaria dessa banda nao passava dos 14 anos.
   Ficamos todos exitado, caramba iriamos tocar para nossos amigos para as meninas mais lindas da cidade, cara, aquela minha paquera iria me ver tocando, aquela garota para quem eu compunha varias musicas e levava o violão para  a escola para tocar para ela e nao  encontrava coragem, essa seria minha chance, de mostrar minhas letras inspiradas nela para ela. Lindo sonho meu meus amigos nao entenderam a minha situaçao de adolescente apaixonado, pois ninguem conheceria minhas letras, se tiver coragem e posto uma no final, bem que aqui no blog existem algumas dessas letras. Mas voltando ao assunto, ensaiamos agora umas dez musicas, trabalhamos no vocal, fizemos algumas adaptações e tudo ficou como antes uma merda! (pausa para risos de novo, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Grande noite chegou, nao sei que dia da semana era mas la fomos nós para a escola, todos juntos carregando violoes, teclado bateria, guitarras e cubos, pedal ? o que era isso, ninguem sabia.
    Patio da escola lotado, a gincana correndo solta, a galera pulando vibrando com as brincadeiras, as meninas por ali dando uma olhadela em nós no palco nos preparando para apresentação, e de olho nelas tambem, eu procurava por minha " amada' e quando a avistava, meu coraçao gritava de alegria, e eu sonhava ela ira me ver tocando, e depois eu desço do palco e lhe dou um beijo, tudo assim facil, inteiramente facil, pra voce e eu e todo mundo cantar junto. ( pausa para risos novamente, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
    A gincana termina, somos apresentados para o grande publico estudantil pelo professor de artes, o Cláudio, e começamos a tocar tocamos e tocamos, sim agora foram apenas duas musicas antes do" fato fatal". Havia cabo de instrumento e de energia esticado para todo lado e nosso vocalista na ancia de fazer algo bonito para as fãs, corria de um lado para o outro cantando e pulando quando derrepente torpeça em um cabo desses, e cai do palco. Resultado; fim de show todos rindo ele esticado no chão com vergonha de se levantar, eu no lugar dele, tambem ficaria ali quietinho e pediria o resgate para me buscar, os risos eram altos que mesmo nós tocando escutavamos os risos e gargalhadas confesso eu tambem ria muito e acabamos por ali mesmo, nosso vocalista ficou ali deitado uns cinco minutos com cara de tacho.
    Esse foi o ultimo show dessa banda sem nome a nossa amizade continua e sempre que me encontro com alguem dessa epoca damos boas risadas. A antes que me esqueça, com todo esse riso, nao fui falar com meu "amor adolescente" e acho que ela nunca soube sobre meus sentimentos.

by Alexandre Choko




quarta-feira, 24 de abril de 2013

Anaurilandia final

  

  Depois de alguns comerem, e outros não, diga-se eu, fomos para onde iriamos dormir, ao menos tentariamos ir, uma das meninas que ficou na mesa paquerando os musicos, convidou o guitarrista para dar uma voltinha, "se é que voces me entendem". Lógico que ele aceitou, nos estavamos sendo guiados por uma figura da cidade, alguns diziam que era um ex homossexual, mas que as vezes havia uma recaida, ele nos alertou que aquela garota, era amante de um senhor muito poderoso na cidade que já havia mandado matar alguns que se engraçaram com a garota.
    Não pensei duas vezes, fui correndo atraz dos dois, mas nao sabia para onde eles haviam se enfiado, percorremos algumas ruas da pequena cidade, até chegarmos a um lugar feio, sem asfalta com casas tortas, e avistei meu amigono chamego coma loira na porta de uma das casas, mal deu tempo de sair do carro e ja fui arrastando ela para dentro do carro, apenas depois lhe dando explicaçoes, logo que soube do que ficamos sabendo só faltou me beijar, mas deixa isso pra lá.
    Seguimos para o prometido hotel, que hotel, na cidade nao havia hotel, mais uma vez enganados, dormimos todos em colchonetes na academia de ginastica que ja citei nos capitulos anteriores, alguns da cidade descobriram que dormiamos por ali e passaram o restante da noite, gritando e atirando coisas em cima do telhado, tentando de certa forma nos amedrontar, mas o sono e cassaço era tamanho que nao demorou muito para pegarmos no sono e nao ouvir mais nada.
    Levantamos ja era quase meio dia, ficamos sabendo apenas quando fomos almoçar que a dupla sertaneja havia vindo embora de madrugada mesmo após o show e a banda ficou para traz, mal sabiamos como iriamos voltar para casa, essa situaçao começou a gerar um pouco de medo em alguns de nós, almoçamos e descobrimos atraves do nosso guia que havia um carro a nossa disposiçao dessa vez era um gol e nao uma c10, mas que nem todos poderiam ir embora, eramos em seis e apenas 4 poderiam, ir no carro, dois ficariam, como eu trabalhava e tambem estava na facul retornei naquele dia junto com o guitarrista e o vocalista, ficando para traz o baixista e o tecladista, esse ultimo se encontra naquela cidade até hoje, encontrou uma garota e se casou por la, o vocalista voltou para machado quase um mes depois, tambem se envolveu com uma mulher na cidade e queria ficar por la, ,mas hoje ele esta vivendo em Portugal. O dinheiro prometido pelo show até hoje não vi, o que ficou dessa epopéia, foi apenas as memorias e lembranças que garanto a voces, nao quero viver jamais.

by Alexandre choko

terça-feira, 16 de abril de 2013

Anaurilandia part II

   



     Deixamos o clube e fomos para o local do show, chegamos ao centro  o da cidade, todos ja com fome novamente, mas ainda com a anciedade de ver palco. Havia um caminhao todo sujo com grãos de milhos encostado em um dos lados da avenida, com algumas caixas de som em cima.
    O pensamento naquele momento foi unanime, aquele era apenas o caminhão que estaria carregando as caixas de som., mais um engano aquele sereia nosso palco. Para quem, entende de som, os PA, eram com algumas caixas de som fabricadas no fundo do quintal com medios, graves e agudos todos em apenas uma caixa, os retornos eram caixas de som, de vitrolas algumas ainda com o simbola da sonata. cabos eram pedaços de fios de energia, a iluminaçao, lampadas caseiras, pintadas com tinta guaxe, em varias cores, dentro de latas de leite em pó tambem pintadas e com pastilhas, destas que se usa em enfeites natalinos, para que as lampadas ficassem piscando.
    Após montarmos o palco, fomos até uma academia de ginastica onde tomariamos banho e comeriamos alguma coisa, comer ? Vixe a noite seria longa. Tomamos um banho rapido já que havia apenas um chuveiro para oito pessoas, nos trocamos e voltamos para o palco improvisado, onde já se aglomeravam varias pessoas a espera do show. Antes de tocar-mos apresentaram-se algumas mulheres dançando mas nem vimos, e aquelas duplas a qual recusamos de tocar juntos. Emfim, hora de subir ao palco e mostrar para o que viemos, tocamos todo o nosso repertório deste mamonas assassinas que estava fincando na moda até pearl jam, titãs, dire streets, entre outros e em seguida subiu ao palco a dupla sertaneja, Luiz Fernando e Fabiano a dupla que acompanhavamos regularmente, tocando seus sucessos e alguns sucessos de outras duplas do momento, até tocarmos com a dupla da cidade e isso durou algumas horas, tocamos das nove da noite até por volta das duas da manha, sem que ninguem fosse embora. Terminamos o show, todos azuis de fome e sede, havia apenas uma unica lanchonete aberta naquele momento e seria onde iriamos jantar, segundo o contratante, desmontamos nossos equipamentos descemos do palco e fomos cercados por uma multidão, pedindo autografo, pedindo para tirar fotos, pronto haviamos virados POPSTAR.
    Com muito custo conseguimos chegar a lanchonete e fazer nossos pedidos, o guitarrista estava carregando um violao e uma guitarra, como gostavamos de  musica começamos a tocar ali na mesa do buteco mesmo, algumas musicas que nao eram de nosso repertório mas gostavamos, e novamente foi se aglomerando pessoas em volta, e começaram os pedidos de musicas vinde de todos os lados, algumas eram tocadas outras nao por nao sabermos mas todos se divertiam, até que nosso jantar chegou, fomos comer, mas no momento que paramos de tocar para comermos, um sujeito muito alto, barbudo e com sotaque castelhano, se aproximou e retitrou uma faca conhecida como peixeira, da cinta e olhando para nós disse: _     Na minha terra só se para de tocar quando eu mando.
    Aquele momento, algo gelido me subiu pelas costas, nao sentia minhas pernas a vóz nao saia aff, que sensaçao horrivel nunca mais queremos passar por isso. Mss continuamos a tocar até que ele vendo nosso jantar sobre a mesa, nos deixou comer. Mas como disgraça pouca é bobagem, nao chegou pratos para todos e eu fui um dos que ficou sem comer.
    Olhando para um relogio ali por perto, notei que ja se aproximava das tres e meia da manha, e como esta ficando tarde eu continuou depois, porque ainda tem muita coisa para comtar a voces.

by Alexandre choko

domingo, 7 de abril de 2013

ANAURILANDIA PARTE l






    Mais uma das minhas lembranças musicais, irei voltar muito ao tempo agora, a quase vinte anos atraz, para ser exato ao ano de 1993.
    Nessa epoca, tocava em uma banda chamada fixação, nao eramos muito bons no que faziamos, mas gostavamos de tocar e fazer muito barulho o carro chefe da banda eram as musicas grungs, nirvana, greenday e pearl jamp, escutavamos essas bandas todos os dias o dia todo e a noite nos reuniamos para tocar os sons.
    Em Alvares Machado, havia um festival de musica, chamado festival do cantor, ao qual era promovido pela E.E. Angelica de Oliveira e nós como alunos e ex alunos, sempre eramos convidados a tocar a acompanhar os alunos da escola que iriam participar do festival, ao mesmo tempo alguns de nós eramos professores de uma escola de musica da cidade onde ensaiavamos com os concorrentes do tal festival.
    Um dos concorrentes do festival, formava uma dupla sertaneja com o seu irmão e ja haviam alguns contatos para tocarem em algumas cidades da região e nos convidaram, para ser a banda de apoio deles, embora nao tocassemos nem escutassemos sertanejo aceitamos, afinal entraria uma grana que ajudaria muito.
    Depois de tocar em algumas cidades vizinhas e quermeses em nossa cidades, fomos abordados por uma pessoa vinda de Anaurilandia MS, se dizendo um empresario da cidade e que queria contratar a dupla sertaneja e a banda para tocarem em uma festividade da cidade, nos prometeu que nos enviaria um onibus para que a banda e todo o equipamento fosse transportados que iriamos ser hospedados em um hotel a beira do rio o o mais importante o pagamento seria otimo para todos.
    Ensaiamos musicas novas, ficamos euforicos, planejamos figurinos mudamos horarios de ensaios e deixamos de comparecer a  compromissos familiares em funçao desse viagem.
    Dia combinado, em horario combinado, nos reunimos todos nas depencias da escola de musica, anciosos para a viagem, contando historias e istorias, fazendo piadas e rindo de tudo, algum tempo depois nada do tal onibus chegar, ligavamos para o telefone de contato do senhor empresario e ninguem atendia, mesmo assim ficamos ali esperando, chegamos a montar nossos instrumentos e fazer um som, tirando musicas para o show noturno, e nada desse onibus chegar, ja se aproximava o horario de almoço, iriamos ter  que voltar para casa e almoçar, entao ouvimos uma buzina, saimos e vimos uma caminhoneta uma  C10, isso mesmo  uma C10, nao sei o ano para informar aos leitores, haviam dois rapazes dentro do carro e perguntaram se eramos nos quem iriamos para Anaurilandia, dissemos que sim, mas que iriamos apenas com o onibus eles responderam que o onibus havia quebrado no caminho para Machado e que no caminho iriamos ser recambiados para o onibus, que eles haviam, deixado o mecanico arrumando o onibus e que quando chegassemos la o onibus ja estaria concertado.
    Arrumamos nossas malas e equipamentos parte na carroceria da C10 e parte no teto, dois um foi dentro da gabine e o restante inclusive eu, no espaço restante da carroceria. Assim se deu inicio a epopeia, saimos de machado por volta das duas da tarde,  por volta das tres e meia, estavamos atravessando a pointe para Mato Grosso do Sul, na cidade de bataguassu paramos para um lanche e perguntamos sobre o onibus, um dos rapazes nos disse que ja estavamos proximos mais alguns km, e assim retornamos nosso caminho, pé na estrada, as cinco da tarde, estavamos em  Anaurilandia, onibus? cade o onibus, mentira apenas mais uma da serie de mentiras que caimos.
    Chegamos na cidade, chatiados emburrados e cansados, esfomeados,querendo voltar para machado. O tal empresario foi nos receber, explicou que preciso guinchar o onibus e que havia quebrado pelo caminho, depois descobrimos que esse onibus nunca saiu da cidade. Queriamos ver onde iriamos tocar, mas fomos levados para uma salão onde haviam algumas pessoas com violoes, ficamos sabendo que eram duplas sertanejas da cidade e que haveria um festival naquela noite e que iriamos acompanha-los. Iriamos acompanha-los? não mesmo, nos negamos pois nao estava no contrato que ja havia se quebrado com a não ida do onibus, Depois de muita conversa decidimos que iriamos tocar apenas com uma dupla e nada mais.          Ensaiamos a musica com a dupla e pronto fomos conhecer o local do show, melhor seria nao termos ido até a cidade.

O restante conto depois...

by Alexandre Choko

sexta-feira, 15 de março de 2013

Meia lua




Discreta com um sorriso do lado,
ela surge ao longe, querendo nao ser
percebido!
timida embassada, encoberta,
roubando os poucos raios que o astro rei,
possa mandar.
de leve, devagarinho,
vai subindo e ganhando os olhares.
vejo até uma miragem, ou seria real,
uma borboleta ao seu redor,
nao impossivel.
apenas uma visao do lindo.

by alexandre choko

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

pedaços






Pedaços

Uma parte de mim, deseja

a outra parte te quer.

Uma parte de mim, te clama,

a outra  tambem.

Um pedaço de mim, é todo seu,

outro se lamenta em nao estar ao seu lado.

Hoje desejo fazer amor com voce.

e sempre será assim.

Agora amo voce, e será sempre assim;

Meus desejos,

seus sonhos.

nossas vidas,  um dia se cruzam

e estaremos  presos em nossos braços

como sempre deveria, ser.

by alexandrechoko

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Serenata no pontilhão


Serenata no pontilhão
    Há alguns anos atrás, a alguns anos mesmo, eu me imagino com quatorze ou quinze anos, era inicio do anos noventa, ainda corria rockn roll em minhas veias, opa, perai , ainda corre, é que naquele tempo sonhávamos em  ser artistas, sonhávamos em ser um titãs, um Paralamas, um engenheiro do Havaí, até  mesmo um legião urbana, enfim éramos adolescentes sonhadores, vivíamos com nossos violões pelas ruas da cidade, qualquer cantinho se transformava em palco, qualquer um era uma grande multidão, e mesmo sem saber tocar bem, tocávamos e cantávamos.
    Eu carregava meu violão para todo canto particularmente, para escola, para igreja para o trabalho era meu fiel companheiro juntávamos  alguns amigos, e procurávamos outros amigos  que estavam aniversariando naquela semana, geralmente as sexta feiras nos juntávamos e na virada da noite procurávamos as casas dos aniversariantes e cantávamos o parabéns pra você e algumas outras musicas, sempre éramos bem recebidos, bom nem sempre, algumas vezes nem abriam janelas ou portas, já em algumas ocasiões,  ganhávamos bolo refrigerante e elogios, as vezes não conhecíamos o aniversariante mas o que importava era a bagunça e  a diversão.
    Em uma noite dessas, fomos a um bairro do outro lado da linha, não me lembro de quem era o aniversario se era de homem ou mulher, e tão pouco como fomos recebidos, saindo do local da nossa serenata, paramos em um pontilhão de madeira hoje já transformado em ponte de concreto, por onde o trem passava por baixo e por nossa sorte naquele momento havia um cargueiro passando, ficamos ali parados olhando para o cargueiro que passava abaixo de nossos pés, e inconscientemente, começamos a tocar nossos violões ao ritmo do trem, acabamos nos sentando no parapeito e ficamos por ali após a passagem do trem, tocando algumas musicas, em companhia do violão eu também carregava comigo, uma flauta doce as vezes para realizar uns arranjos diferentes nas musicas. Estávamos ali tocando e gargalhando, imagino que já se passava das duas da manha, casas ali não existiam apenas a delegacia militar a uns cinquenta metros dali.
    Todos alegres e contentes com os acordes, nem sempre corretos, mas cantando e tocando, até que as luzes da delegacia começou a se acender, nos julgávamos protegidos pois estávamos próximos a delegacia,  uma janela se abriu um vulto veio a janela e ironicamente disse;
    _ Bonito, continua!!
    Sem nos fazer de desentendidos, já emendamos uma outra musica e mais gargalhadas, um outro policial se aproximava de nós com o cassetete  imitando um violão, ficamos contentes,  ao ver a cena, mas logo nos arrependeríamos.
    O cassetete logo voltou a ser o instrumento para que foi criado e enquanto um policial gritava da janela, nos chamando de vagabundos, filhos da puta e tudo mais que você possa imaginar o outro tentava nos acertar com o objeto, corri muito aquele dia. Não me lembro de como sai dali, mas sai e fui direto pra casa, e só sai de dentro de casa na tarde do dia seguinte, meus amigos também se  esconderam em suas casas e ficamos com medo do que poderia nos acontecer nos dias seguinte, mas nada mais aconteceu. Hoje me lembro do fato e dou gargalhadas, mas pensar que poderia ser preso ou apanhar da policia por estar fazendo uma serenata no pontilhão.

By choko

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lua azul



Não viam a hora de acabar o dia para estarem juntos no msn, mesmo a distancia aquele amor crescia, sem nunca terem se visto pessoalmente, havia uma cumplicidade entre ambos,  ele sempre divertido mesmo nos momentos mais críticos ele sempre se saia com uma piada, ou algo assim para faze-la rir, em muitos momentos onde a desgraça parecia certa  la estava ele com a piadinha com a tiradinha que a fazia rir, ou mais ainda vibrar.
No ritmo que estavam não demoraria muito para, o primeiro encontro,  para primeiro abraço. isso demorou tres meses para acontecer, mas quando aconteceu, o mundo parou de girar, os carros pararam de andar, as pessoas pararam de falar, e o universo era deles, nada iria impedir de serem felizes. Beijos, caricias, abraços, sorrisos e sexo, não, não era sexo, era amor, cada toque, cada, beijo, cada suspiro. era como estar descobrindo o amor  ou redescobrindo, ambos estavam oriundos de relações mal sucedidas, ela, vindo de um casamento desgastado e ela de um namoro, complicado, ela com dois filhos também vivendo as crises da adolescência e ele com uma família um tanto complicada que cobrava dele uma posição em relação ao um relacionamento com alguém do sexo oposto, pois era o ultimo dos homens sem estar namorando.
Mas tudo se resume nesse primeiro encontro, onde corpos se uniram de imediato, sem dar tempo ao tempo, pois a tempos, ja se conheciam como se ja estivessem vivendo juntos deste o primeiro dia de suas existência, um sabia tudo sobre outro, o que comer o que beber, como tocar, a hora certa de falar, apenas cúmplices e nada mais.
Muitas vezes eles usavam a lua como referencia, ambos eram amantes daquele satélite terrestre ambos a admiravam e ela igualmente admira o amor existente entre aqueles dois seres, coincidência ou não, aquela noite a primeira noite de ambos, a lua estava presente, a lua estava lá enorme e brilhante sendo testemunha dos atos de dois seres apaixonados. Inspirando mais ainda os amantes virando suas cabeças, fazendo com que perdessem o sentido e se entregando cada vez mais um ao outro.
Vivendo um sonho, um conto de fadas onde não permitiam, a entrada de mais ninguém. 
Aquela foi a primeira noite de varias outras que viriam de muita entrega, carinho e atenção. 
Viveram felizes para sempre? 
quem sabe?! talves sim, talves  não. Mas algo é certo, a Lua conquistou mais dois lindos fãs ou foram eles que capturaram a lua como propriedade desse amor.


by Alexandre choko




sábado, 11 de agosto de 2012

Noinha


A noite estava linda, a lua brilhante, e estávamos todos contentes, depois de mais uma domingueira, no clubão.
Era por volta das onze da noite, aquele dia havíamos saído de casa às sete da noite, como sempre um passando na casa do outro, para chegarmos todos juntos na avenida e sermos visto, na verdade eu não queria ser visto por ninguém, naquela época nenhuma menina me interessava a não ser a Valeria, aquele sonho de menina, uma mocinha linda que me esnobava, prima de um amigo meu, sempre que saia eu dava um jeito de me aproximar dela, como também era na escola, às vezes ganhava um oi, um sorriso e nada mais, mas hoje não vim aqui falar dela, a historia é outra. É historia mesmo fato verídico e engraçado.
A noite já se findava, era o final do clubão a tradicional musical final tema do filme “carruagens de fogo” estava tocando, alguns pé de valsa adoravam bailar ao som dessa musica, os seguranças iam ascendendo as luzes e colocando o povo pra fora. Nesse dia eu e meus primos e alguns amigos saímos e decidimos dar um role pela avenida antes de irmos para casa, um pessoal que sempre, vinha de outra cidade,  ficavam por ali em busca de carona ou esperando o ônibus mesmo, era a chance para uma paquerada a mais ou deixar algo engatilhado para a próxima semana.
Passamos pela avenida e não encontramos ninguém, apenas mais alguns malucos lá da vila que também desceram a avenida conosco, e descíamos a rua cantarolando dançando tirando o sarro, havia também algumas meninas amigas, irmãs primas e algumas mães que iam buscar suas filhas no clubao, as fazendo pagarem aquele mico. O assunto era sempre quem pegou quem, quem paquerou quem, eu sempre voltava feliz, porque ao menos uma musica, eu dançava com Valeria, e isso já me deixava muito feliz.
Algumas quadras a frente sempre havia uma separação a galera da quinze se despedia da turma da campos salles, e ficamos apenas uns quatro amigos,  sempre juntos morávamos um ao lado do outro, aquela noite me lembro bem a lua estava cheia, podia-se enxergar o fim da rua como se fosse dia. Passou um moto a toda velocidade por nós, quase que nos atropelando, foi ao fim da rua, e voltou novamente, pulamos para a calçada com medo, mas de longe deu para reconhecer, era um noinha vizinho nosso, estava com medo de alguma coisa, com certeza havia aprontado alguma, estava parado agora em frente a sua casa mexendo no portao para entrar com a moto. Adiantamos  nossos passos e fomos até ele, perguntamos o que estava acontecendo, ele que não escondia nada de nós, disse que estava com problemas havia pego algo de alguém e não havia pago e estavam atraz dele agora.
Riamos muito com ele contando isso para nos, um de nossos amigos, que estava  um pouco mais atraz, também estava muito assustado com tudo, dizia que queria ir embora, derrepente escutamos algo nos fundos da casa do nosso amigo noinha, todos ficaram com medo então, ele nos pediu para ajudar a guardar a moto, abrimos o portao e empurramos a moto para dentro, derrepente um outro barulho  vindo dos fundos, agora todos com medo, queríamos correr e deixar ele sozinho, mas eramos amigos, resolvemos ficar,  mas ele também com medo, disse para puxarmos a moto para fora e irmos embora que ela iria dormir na casa de uma tia em outro bairro. Fizemos isso e fechamos o portao, saímos a galope para a esquina.
Nosso amigo, que estava com cara de apavoro, caiu na risada nos chamando de cagão, e nos bravos com ele, dizendo que quem estava com medo era ele, chamando toda hora par ir embora. Entao  veio a revelação, ele disse que enquanto empurrávamos a moto para dentro ele pegou algumas pedras e jogava nos galhos da arvore la no fundo do quintal e quando olhávamos para traz ela se temia de medo.
Um tremendo FILHO DA PUTA, mas ainda rimos desse fato que aconteceu a mais de vinte anos e o nosso amigo noinha nem imagina o que aconteceu naquela noite.

by choko

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Lagrimas




O que me resta dizer?
foram anos, desejando voce.
O que me resta dizer?
voce nao entedia o meu querer.
E agora, longe de voce!
O que posso fazer,
deixar tudo e ser eu e voce.
Me perder, em voce.
te achar em mim,
enxugar as lagrimas
que agora nao tem fim.

by choko

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coisas de professor



Coisas de professor!

Sempre escrevo, sobre amigos e amigos dos amigos em situações engraçadas, ou enroladas, hoje escreverei sobre minhas experiências como professoras.

Matando formiga a grito



Certo dia, estava com minha turma, do infantil  no playground, do colégio explicando o que faríamos naquele local e dividindo a turma nos brinquedos,  ouvi uns grunhidos e barulhos estranhos, na hora não me dei conta, mas ao olhar para traz havia um aluno abaixado no canto da parede, gritando com o chão. Fui até lá, para ver se estava tudo bem com esse aluninho de apenas seis anos de idade, ao interrogar sobre o que esta acontecendo, ele em meio a um sorriso me disse assim:
_ Estou matando formiga a grito.
Minha cara na hora foi de risos e mais risos.


Cheiro de xana




Excursão escolar a um curtume da região, crianças entre sete e oito anos, e se tratando de escola de periferia, já traziam consigo certa malicia. Conhecemos as dependências  do lugar, e chegamos ao refeitório onde seria servido um lanche para as crianças. Todos estavam ouriçados com as novas descobertas, algumas descobrindo de onde vinha o sapato que usavam. Estávamos lanchando quando alguém abriu umas das portas de acesso ao interior do curtume e aquele cheiro insano de couro curtido invadiu a sala.
La do fundo, uma garotinha com a boca cheia de pão e com um copo de refresco nas mãos, grita.
_ Credo que cheiro de xana!!
Eu, parado no canto segurava para não rir, olhava para umas das professoras que já estava com certa idade estava totalmente vermelha, não acreditando no que ouvira. E a outra professora não disfarçava e ria muito em alto tom, algumas crianças, riam outras com cara de quem não entendeu nada e o nosso guia, segurou a risada até que eu começasse a rir também.


Volta das férias.



Eu e minhas turminhas, voltando do recesso de julho, logo na primeira aula, fomos fazendo aquelas perguntas que se faz sempre, E ai como foram às férias, brincaram, passearam, dormiram ate tarde, saíram com o papai e com a mamãe?
Então se ouve muitas historias e estórias, e sempre tem uma ou duas que chama mais a atenção.  Depois de ouvir alguns relatos de como foram às férias de alguns alunos, um deles que sempre foi mais quieto que os outros vêm a minha direção e diz:
_ Profexor, meu pai queria matar minha mãe!
Na hora parei para escutar oque ele tinha para me dizer, afinal era um garotinho que mal conversava. Prolonguei a conversa _ Me conte como foi isso?!
_ Eu levantei para ir ao banheiro e passei na frente do quarto dos meus pais e escutei a minha mãe chorando e dizendo assim pro meu pai, para que assim você me mata.
Não preciso dizer mais nada!!

A mãe do aluno.



Havia uma mãe, muito chata que vivia pegando no meu pé, sem que eu fizesse nada contra ela ou contra o filho dela.
Eu ,sempre sendo paciente com ela, um dia nos encontramos no corredor da escola e sabia que viria coisa ruim. Para quebrar o clima fui logo abrindo um sorriso para ela e ao desejar boa tarde conclui assim, “minha linda”.
A mulher quase que desceu das pernas, ficou imóvel sem palavras, apenas sorriu e foi embora, nunca mais me incomodando , chegou até a me elogiar para a diretora dias depois.








segunda-feira, 14 de maio de 2012

Minha mente quadrada







Minha mente quadrada 

Dentro de minha mente quadrada,
Sexo era apenas a noite,
Dentro do quarto , com as luzes apagadas.

E com os olhos fechados

.Grunhidos calados,

Mãos paralisadas e corpos frenéticos

Com você tudo mudou

Não tem hora não tem lugar,
Na cama  no chão na cozinha.

Na garagem  na varanda na escada

Na Sala de jantar, ou na janela, em pé na amaruda.

Aos poucos minha mente muda                                           

  Junto com a vontade que tenho,


De estar mais e mais perto de você. 

By choko


terça-feira, 24 de abril de 2012

As onças






Esse causo aconteceu em alguma cidadezinha do interior paulista não tão interior assim e não tão cidadezinha assim, mas me foi passado e estou repassando a vocês meus amigos vendendo o peixe como foi me vendido, sem acrescentar e nem tirar nenhuma vírgula. Vamos á estória:

Um caminhoneiro conhecido na cidade chegado em uma caninha de prima com limão, sempre batia ponto no bar da  bocha, viajava durante semanas, mas quanto voltava antes mesmo de chegar em casa parava ali no butequinho do careca pra tomar a sua branquinha com limão, e depois ir fazer um chamego na nega veia, como ele mesmo a chamava. Sempre que por ali estava contava suas historias e seus causos, que já eram conhecidíssimos pela cidade, fazia a diversão de todos, deste as historias dos elefantes voadores em Manaus, como se em Manaus na floresta amazônica existissem elefantes, até o homem que virou lobisomem dentro da boleia de seu possante em uma carona no interior de minas. Eram todas divertidas e  algumas se faziam virar verdadeiras.
Dessa vez, a estória é outra conta que nosso amigo chegou todo empolgado no bar do careca, com alguns arranhões pelo corpo, todos faziam a mesma pergunta, e ai você brigou? A resposta sempre a mesma.   _ Briguei com uma onça a luta foi feia, estava parado fazendo um reparo no escapamento do caminhão que se soltou escutei um miado e a malhada veio correndo, me pegou por traz e me puxava pra dentro da mata, eu com uma chave de fendas nas mãos tentava acertas golpes nela, mas não conseguia e nisso ela me mordendo, me arranhando, até que vi uma pedra e dei nas ideias dela e ela fugiu pro mato meio cambaleante, e fui atrás, para terminar o serviço. A onça na frente eu atraz a onça correndo e eu  mais ainda, ela tentou subir em um tronco eu segurei pelo rabo e ela veio em cima de mim e nos atracamos de novo.
Alguns perguntavam se era grande, e ele dizia: _ Era enorme se lembram daquele cachorro que o Joaquim Zoinho tinha, então era o dobro do tamanho a pata dela era duas vezes maior que o pé do Pedrão do alho, gente a coisa foi feia,mas resumindo pra vocês porque a nega veia disse pra voltar cedo, matar eu não consegui mas peguei três filhotes dela pra mim, estão  la no caminhão não vou trazer  aqui pra vocês verem porque, estão cansados da viagem e a policia pode parar por aqui dai me complica mas não esquenta não,  assim que eles ficarem bem, eu trago ou levo vocês em  casa pra ver.
E la se foi ele embora pra ver a nega veia, em casa ele não contava nada daquilo, porque sabia que as filhas não acreditariam,  tao pouco a esposa, em casa era outra pessoa calada e quietinha, sempre dormindo para se recuperar da estrada.
A noitinha ele vendo novela com a esposa e uns amigos chamam no portao ele sai e eram alguns daqueles que estavam com ele no buteco do careca, e perguntam pelas onças, ele todo sorridende diz que já estava escuro e elas dormem cedo, já estavam escondidas no fundo do quintal que no dia seguinte ele mostraria, e já do portao foram para o buteco mais próximo e todo arranhado asperguntas vieream e dessa vez ele nem contava, os amigos chegavam contando e dizendo que os filhotes estavam  na casa dela que no dia seguinte  iria mostrar para todos da cidade. Mas que era para manter segredo pois a policia ambiental poderia aparecer e levar os filhotinhos embora.
No dia seguinte ele foi levar o caminhão para  uma revisão, como sempre fazia depois de uma longa viagem, e todos ali na oficina já sabiam da estória da onça e ele contava alguns detalhes todo empolgado  fazendo todos rirem e já emendava outras aventuras vividas que era lembrado por seus colegas e assim todos riam muito com o bonachão.
Nesse interim de tempo, a peregrinação até o portão de sua casa já estava irritando sua esposa e filhas que não sabiam da tal estória da onça, mas a cada minuto alguém chegava perguntando pelo “Pininho” e suas onças,  mas elas não sabiam nada sobre essas onças, até que um tio apareceu e contou a elas a estória que estava solta pela cidade, inteirando as mulheres da casa de todo o assunto. E fazendo elas rirem, mas disseram que não iriam compartilhar dessa mentira que iriam desmascarar o bonachão.
Pinho chegou para o almoço todo sorridente, a mesa servida às filhas e a esposa na mesa nada comentaram da visita do irmão nem que sabiam da estória e a tarde correu tranquilamente pós-almoço até a campainha tocar novamente e mais amigos querendo ver os filhotinhos da onça. Ele ria de um lado e as mulheres riam de outro querendo saber como ele sairia dessa enrolada, na noite passada era porque era noite e agora que o sol estava brilhando la fora, a saída foi convidar os amigos pra tomar mais uma no butequinho  ali perto, e la estavam outros amigos que queriam saber da saga das onças, já que na noite passada haviam comentado ali no boteco e quem estava la queria ouvir e mais uma vez Pininho , conta com mais detalhes ainda sobre a onça e como ficou com três filhotinhos de onça que estavam no fundo de seu quintal.
Durante uma semana a casa do Pininho foi ponto de peregrinação até o professor de biologia da cidade organizou uma caravana com os alunos do terceiro ano do ensino médio para ver as tais onças espécie da fauna brasileira. Mas ele sempre dava um jeito de não deixar as pessoas se aproximarem de suas espécies exóticas.
Passada uma semana ele se foi em mais uma longa viagem, e nem um comentário se fazia  em, sua casa a respeito das tais onças, nem as filhas nem a esposa comentavam com ele, mas já sabiam o que fazer para afastar os curiosos. Não demorou muito para novos amigos aparecerem para ver as onças, que todos sabiam que estavam ali, mas ninguém as via.
Ao chamarem no portão a esposa foi receber os visitantes que estavam ávidos para verem as onças, então ela disse para que eles esperassem ali mesmo no portão que iriam trazer as oncinhas para todos verem, e acabar com a curiosidade da cidade. Chamou as filhas e cada uma saiu com um saco nas mãos, ao abrirem os sacos tiraram lá de dentro pequenas garrafas de pinga “oncinha” e falaram em meio a risos.
_ Aqui estão os únicos filhotes de onças que meu pai consegue pegar.




by choko

sábado, 8 de outubro de 2011

A mocinha do Buque

Incrível como as coisas aconteciam, deste os 14 anos ou menos a historia se repetia, as noivas convidam as solteiras para jogar o buque e la estava ela, e no final sempre pegando os buques e escutando o tradicional _ Voce vai ser a proxima a se casar!! Ela sempre abriu um sorrisao e acreditava, nessa historia, mas nao ainda nao havia namorado para esse casamento.Quando fez quinze anos, se anamorou com um rapaz que tambem estava apaixonado por ela e viviam um lindo romance de contos de fadas.
Logo no primeiro casamento que foram juntos o inevitavel aconteceu, ela mais uma vez pegou o buque da noiva felicidade geral e o velho comentario se fez mais uma vez, mas agora ela tem um namorado pode se exibir com ele pelo salão juntamente com seu buquê,  nada se falava em casamento, apenas viviam seu romance, veio o convite pra outro casamento e mais ma vez o inevitável aconteceu outro buquê caiu em suas mãos, e novamente, vai ser a próxima a se casar, mas nada acontecia.
Ela se recusava a casar ele ficava na dela, embora a vontade se fazia presente, os anos foram passando foram vindo mais e mais casamentos, os amigos todos se casando e eles continuavam o namoro,  enfim restava apenas um amigo solteiro e la se foram eles para o casamento desse amigo, contando a todos que ela sempre pegava os buques, ele até combinou com a noiva para ela jogar na direção contraria a que estivesse sua namorada, mas isso não aconteceu, Ela pegou o buquê, mas dessa vez os comentários estavam corretos, seriam os próximos a se casar sim, pois a data ja estava marcada.
Mas isso é historia para outro dia.

by choko

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Romance do facebook

Eles se conheciam apenas de olhar, algum tempo atrás, viajavam no mesmo ônibus para a cidade vizinha, mas apenas ele a olhava ela não demonstrava nenhuma reação, e assim a vida seguiu, até  que, um deles não se sabe quem ao certo, adicionou o outro no facebook.
Os dias se passaram, eles se vendo mas sem coragem de dizer um oi, um ola um tudo bem, apenas curtiam seus publicações mas sem comentário algum. E assim o tempo ia se passando para ambos, medo, vergonha, receio uma dessas coisas, ou talves todas elas e o tempo passando.
Em uma noite qualquer um deles tomou a devida dose de coragem e mandou um recado pelo chat, esperou por alguns minutos, mas apreensivo logo saio não esperou a resposta que viria em seguida. Os dias se passaram sem que se falassem, mas continuavam se olhando se curtindo, se cutucando e paquerando virtualmente.
Moravam em ruas próximas no mesmo bairro, mas pouco se viam e quando se viam apenas se olhavam sem sequer exclamar alguma palavra um ao outro.
Depois de muito tempo, ele se encheu do coragem e a chamou no chat, esperou por alguns minutos, ficou pensativo - ela não vai responder vou sair agora, e deixar isso pra lá.
Quando ele se preparava para sair eis que vem a resposta, ola, tudo bem a sensação foi inexplicável, era um sorriso envolto em gargalhadas, pensamentos confusos mas muita, muita alegria. Logo o papo foi ficando animado, ela dizendo que o conhecia bem pelas coisas que ele postava no face, que gostava do estilo de suas postagens e ele contando a ela as artimanhas que realizava para ficar pertinho dela dentro do ônibus de como a olhava quando se encontravam pelas ruas da cidade, que passou anos naquela paquera de olhares.
Ela sempre dando a entender que seria apenas amizade, nada alem disso, que  poderia até se apaixonar, mas no momento não era isso que queria, que ainda haviam muitas coisas para fazer em sua vida. Mas que de alguma forma, se sentia atraída por ele mas não tanto quanto ele por ela. Passaram-se dias semanas e ela se recusando a encontra-lo pessoalmente, sair do virtual, descobriram-se amantes da lua, amantes de boa musica as coisas incomum eram muitas mas havia algo que os impedia de se verem.
Uma noite de lua cheia, céu estrelado ele entrou no MSN, ela já estava, alguém comentou sobre a lua o outro sorriu. Veio o convite, em comum acordo foi aceito. Aconteceu o primeiro olhar depois de anos, algo meio vergonhoso, o primeiro toque de mãos tremulas na verdade mas com carinho, os olhares não queriam se desviar, as mãos não queriam se separar, foram até um local alto na cidade onde ficaram dentro do carro, olhando a linda lua que surgia, envolta de lindas estrelas. Falavam de suas vidas, por onde andaram até se encontrarem não demorou muito tempo para as bocas se encontrassem, e o desejo surgir. Sim se desejavam mas não seria dentro de um carro não seria daquela maneira. Palavras lindas surgiam dos corações de ambos, lindas juras de amor, a felicidade estava dentro daquela carro junto com aqueles dois seres. A noite foi se adentrado as horas rodavam rapidamente, assim como passavam rápidas quando se falavam no chat.
O envolvimento entre ambos apenas aumentava o prazer de estar na compania um do outro não  havia tamanho e nem forma de descrever, trocavam mensagens pelo celular quando não podiam se falar, mas sempre arrumavam um jeitinho de estar pertinho um do outro, nem se fosse para um beijo rápido no portão na hora do almoço ou uma passadinha, na frente da casa um do outro quando era permitido.
Depois de um tempo assim resolveram se casar. Isso ainda não aconteceu, mas esta preste a acontecer, o amor que veio do facebook.


By choko

segunda-feira, 6 de junho de 2011

BOM DIA

Tem dias que sao apenas dias,
Queremos que termine ou se eternizem,
mas sao apenas dias,
Um ciclo que termina e logo recomeça!
mesmo assim sao apenas dias.
Dias de luta, dias de solidao,
dias que ficam, dias que vão!
Dias, nublados, dias de chuva.
dias ensolarados, apenas dias.
E pra onde vai o seu dia, para onde
foi o seu dia!
Ira voltar a viver, reorganizar sua vida.
Eu vivo meu dia,
Eu curto minha noite
E agora é o inicio de um novo dia.
BOM DIA!

by choko